sábado, 15 de agosto de 2015

DIVULGANDO APLICATIVO

SOCIOLOGIA – 1º, 2º e 3º ANO Ensino Médio 

RUDOLF ROTCHILD

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QUEM SOU EU?

Mar Portuguez

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Fernando Pessoa, Mensagem


Este poema “Mar portuquez” de Fernando Pessoa me persegue e traduz a minha trajetória profissional e acadêmica.
Comecei na educação num impulso de querer dar certo, de querer cruzar “os mares” que antes não tinha nem me dado conta que existia. Quer ser artista? Quer ser educador? Uma oportunidade me foi ofertada em agosto de 1993. Recém formado em técnico de edificações, via no Projeto da Animação Cultural do professor Darcy Ribeiro uma oportunidade de conhecer este “mar” nunca antes navegado.

“O mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal”.

Fui conhecendo uma realidade que ainda me desafia e cansa. Trabalhar em escolas públicas de periferia, é como vê a desigualdade social de perto sem nenhum mascaramento midiático. É assustador e desafiante ao mesmo tempo. E eu ainda não desisti. Estou aqui neste curso buscando novos atributos que possa me reinventar agora como artista-educador. Será que é isso que eu sou? Considero que no início desta trajetória pude me reinventar durante 18 anos na Animação Cultural, sendo um competente animador cultural. Realizei tantas coisas: exposições, festas, espetáculos, musicais... Ultrapassei tantos obstáculos que acabei buscando a lapidação do meu ser, do meu artesão intelectual em cidades históricas do nosso Brasil Cultural como Ouro Preto. E foi nas ladeiras da rua da direita que encontrei uma vontade de ir além. De voltar a estudar. E depois de tantas oficinas e cursos na área de teatro, literatura, artes plásticas... Fazer um curso universitário naquele momento se transformava na minha grande meta. Os Festivais de Inverno de Ouro Preto foram uma escola sem paredes, sem carteiras, sem bancos. Uma escola que não cabia em nenhum edifício. Se os homens soubessem da importância que tem a experiência, o lado lúdico da vida. Empirismo sim, por que não? Precisamos humanizar a intelectualidade.
De volta para a realidade mais dura, sóbria e densa, enfrentei as preparações “vestibulescas” e depois de várias tentativas não bem sucedidas, acabei me encontrando intelectualmente no curso de Ciências Sociais. O ano era 2000, o ano que tudo acabaria em cinzas. Para mim foi o ano do recomeço. A vida acadêmica. Num processo de reconstrução que durou cinco anos e meio, fiz do meu trabalho como Animador Cultural uma porta para o universo das discussões teóricas. A minha monografia enfatizava a vida de um aluno que tinha experienciado o Movimento dos Sem-Terra. Foi incrível ser um observador-participante. Tomei banho de rio, caminhei por entre as matas e transformei tudo em pesquisa. O encanto soava os meus ouvidos:

Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena.”

Depois de (dês)formado, a minha pesquisa que virou monografia de final de curso me levou para um Congresso na Argentina, na província de Salta. Mais uma experiência que não consigo traduzir em palavras. Apresentar a minha pesquisa em terras “hermanas”, me deu um motivo maior. Na ânsia de  ser um artista-educador mais uma vez, fui almejando a possibilidade de ser um educador da sociologia através da parceria que a Universidade Cândido Mendes com o Instituto A vez do Mestre estava dando para os recém formados que não tinham a devida formação pedagógica.
 Encarei um ano e alguns meses. Fui bem sucedido. Logo já estava atuando como professor de sociologia em uma escola privada da cidade de Campos dos Goytacazes.

Quem quer passar além do Bojador, Tem que passar além da dor.”

Assim fui adiante e sem pestanejar acabei sendo professor da escola de ensino fundamental que tinha me ajudado naquela formação de sonhador. Refiro-me ao Instituto de Educação Professor Aldo Muylaert.  Nos momentos que os meninos mais severos queriam me bater por ser diferente, os professores dessa escola foram depositando em mim a crença e a esperança de dias melhores. Não abri mão desses ensinamentos. Hoje estou em Resende, trabalhando como educador-artista da SEEDUC-RJ em duas matrículas. Hoje estou mais uma vez me reinventando e me propondo a não parar no meio do caminho. A vida vale à pena. Busco nesse curso de pós-graduação uma continuidade da minha formação.
Bom, preferi me apresentar desta forma, pois o mundo está muito irracional. A razão também se apresenta como poesia. Queria ir além do currículo formal. Por que não podemos nos apresentar desta forma? Quero fugir dos padrões. E para que tantos padrões? Não estamos aqui para reinventá-los? Não quero desistir de ser um artista-educador, assim como Fernando Pessoa não desistiu de ser um poeta navegador.

 Insisto em dizer que nessa vida de busca :
Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena.”


Rudolf Rotchild Costa Cavalcante

DADOS SOBRE A DESIGUALDADE SOCIAL E O TRABALHO INFORMAL




TEXTO COMPLEMENTAR DE FILOSOFIA - 2º ANO E.M

Super-Heróis e a filosofia - Verdade, justiça e o caminho socrático

O que o mundo colorido dos super-heróis tem em comum com o universo sisudo e complexo da filosofia? Para o pesquisador William Irwin   e seus colaboradores, muita coisa. Partindo de histórias conhecidas, como as do Homem-Aranha, Superman e Quarteto Fantástico, um grupo seleto de autores debate as questões filosóficas e de sabedoria que residem ocultas em muitas vezes ingênuas histórias em quadrinhos de heróis fantasiados. Coisas que nós leitores não prestamos a devida atenção em meio aos lugares-comuns desse gênero que já faz parte do imaginário coletivo.
Como em toda coletânea, há artigos melhor acabados, capazes de despertar no leitor questionamentos não apenas sobre o que há escondido por trás dos colantes dos super-heróis, como também sobre como funciona o nosso próprio inconsciente com relação às nossas fantasias ao poder. Nesses momentos, o livro se mostra uma agradável surpresa, levantando questões éticas, morais e sociais embasadas em teorias de filósofos como Sócrates, Platão, Kant e Kierkegaard, entre diversos outros.
Infelizmente, alguns dos textos mais fracos são exatamente os assinados por autores de quadrinhos, como o escrito por Jeph Loeb junto com um dos organizadores da coletânea, Tom Morris. O texto se resume a um apanhado de conselhos moralistas, sem entrar muito fundo nos aspectos filosóficos. Dennis O´Neil, autor do Guia oficial DC Comics: Roteiros, acaba se saindo um pouco melhor, dando um toque de bom humor ao tema. Há também escorregões como o do artigo "Por que os super-heróis devem ser bons?", que usa a heroína Tempestade (dos X-Men) como exemplo de heroína perfeita, tendo com base a sua unidimensional versão cinematográfica (interpretada pela atriz Halle Berry) em vez de explorar esse aspecto indo direto na fonte real: os quadrinhos. Mas não são deslizes que tornem a leitura um problema. Os acertos e descobertas da grande maioria dos textos é de instigar a curiosidade do leitor.
Um bom exemplo dos ensaios interessantes que compõem o livro é o texto de Tom Morris, intitulado "Deus, o Diabo e Matt Murdock", em que o autor disseca a fundo os traços de personalidade do alter ego do Demolidor, reconhecendo padrões de comportamento católicos em conflito com a vida que o personagem leva. Partindo de situações coerentes estabelecidas principalmente por Frank Miller e Kevin Smith em diferentes fases, Morris explica como a filosofia católica aparece nos atos de Murdock, um personagem complexo e cheio de angústias e contradições, mas também dotado de uma motivação altruísta sem paralelos.
Outro ponto alto é o texto "O Quarteto Fantástico como família: O maior de todos os laços", deChris Ryall e Scott Tipton, em que a relação entre cada um dos membros dessa família é dissecada de forma tão clara que é possível encontrar paralelos com a sua própria família durante a leitura. Além desses, a série de artigos sobre "Super-heróis e o dever moral", levanta questões éticas muito interessantes: por que os heróis são bons?; se eles realmente devem sê-lo; sua moral e a questão da responsabilidade. Análises estas, feitas sempre se pensando nas questões que fazem parte do nosso cotidiano e não são apenas um exercício de imaginação a respeito de super-seres coloridos. Citações e reflexões sobre Watchmen, O Reino do Amanhã, Cavaleiro das Trevas e Crise nas Infinitas Terras revelam aspectos do heroísmo e da própria existência humana em situações extremas.
O título vem se juntar ao acervo de obras similares lançadas pela editora, que possui vários outros livros com ensaios filosóficos tendo como ponto de partida ícones pop como Harry Potter, Star Wars, Matrix, A Família Soprano e Buffy - A caça-vampiros. Infelizmente, a versão nacional do livro não faz bonito ao promover seu produto. A começar pela capa, que utiliza os personagens da Liga da Justiça da versão animada, não despertando, numa olhada rápida na prateleira, credibilidade aos assuntos discutidos em seu conteúdo. A ilustração é claramente calcada em material promocional da DC, fato não mencionado nos créditos. Iconograficamente o livro também é muito pobre, pois fragmenta a mesma imagem para ilustrar cada capítulo, chegando até mesmo ao cúmulo de publicar a imagem do Super-Homem com o "S" invertido. Sem falar que ilustrar tópicos sobre os heróis da editora Marvel com personagens da DC Comics é, no mínimo, um erro desnecessário.
Também  é importante salientar a falta de interesse da tradução em pesquisar um pouco a respeitos dos personagens que compõem o livro. Praticamente todos os quadrinhos citados já foram publicados no Brasil, mas estão todos citados em inglês (inclusive as referências bibliográficas remetem apenas às edições americanas), o que pode dificultar o entendimento de quem não é familiarizado com os últimos 20 anos de HQs de heróis publicadas no Brasil. Não bastasse isso, quando se arrisca, a tradução não poderia ser mais equivocada. O extraterrestre conhecido por nós como o Vigia, foi rebatizado de Observador (nome que só teve na primeira dublagem brasileira dos desenhos desanimados da Marvel) e a Fortaleza da Solidão do Super-Homem virou Fortaleza da Solitude. Fora os escorregões feios, como rebatizar a simpática tia May (do Homem-Aranha), de tia Mary. Ou seja, o livro merecia um tratamento mais cuidadoso e alguma consultoria.
Mas se ignorarmos esses deslizes, encontraremos um material muito proveitoso. Afinal, em muitos casos, a análise supera em muito as intenções originais dos autores dos quadrinhos. Ou seja, ao analisarem as implicações filosóficas, os pensadores reunidos no livro descobrem nuances talvez nunca imaginadas pelos próprios roteiristas, o que demonstra a riqueza e coerência de muitas criações. Após a leitura, termos como teísmo, utilitarismo e existencialismo podem ficar tão familiares quanto kriptonita, multiverso e raios cósmicos.
Em suma, o livro é uma leitura altamente recomendada não só aos curiosos, mas também aos roteiristas que produzem HQs de qualquer gênero, graças à reflexão séria proposta a respeito dos motivos que levam esses personagens a sobreviverem por tantas décadas. Caso a esmagadora maioria de roteiristas medíocres que teimam em queimar personagens de grande potencial em batalhas fúteis parasse para entender as complexas questões que povoam as entrelinhas (ou entre-quadros) dos quadrinhos dos vigilantes mascarados, certamente o leitor ganharia bastante ao encontrar nas bancas quadrinhos que realmente unem arte, entretenimento e (por que não?) questionamento.

ALEXANDRE NAGADO E JOSÉ AGUIAR


Fonte: http://omelete.uol.com.br/games/artigo/super-herois-e-a-filosofia-verdade-justica-e-o-caminho-socratico/

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

CRESCIMENTO DO TRABALHO INFORMAL

Trabalho informal aumenta em meio a onda recente de demissões
Dezenas de milhares de trabalhadores que perderam o emprego com carteira assinada têm vivido de bicos ou trabalhado como autônomos enquanto procuram uma nova oportunidade.

Brasília - A onda recente de demissões tem empurrado cada vez mais trabalhadores para a informalidade no Brasil, deixando-os mais vulneráveis a uma recessão que pode ser a pior em 25 anos.

Dezenas de milhares de trabalhadores que perderam seus empregos com carteira assinada têm vivido de bicos ou trabalhado como autônomos enquanto procuram uma nova oportunidade. Nesse processo, muitas vezes deixam de contribuir para a Previdência Social e ficam com dificuldades para obter crédito.
O trabalho por conta própria, na maioria dos casos com rendimento inferior a R$ 1.300 por mês, já representa 19,5% de todas as ocupações nas principais cidades do Brasil - maior nível em oito anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para janeiro.

história de pessoas como José Lúcio da Silva, 55, ilustra a intensidade com que a economia brasileira e o mercado de trabalho têm perdido o vigor da última década.
"O patrão falou que o serviço estava devagar. Sem serviço, quase. Então ele dispensou a gente," disse Silva, que trabalhou como impermeabilizador em obras em Brasília, com carteira assinada, ao longo dos últimos 30 anos.

Ele está a apenas cinco anos da aposentadoria - mas antes quer voltar a trabalhar com carteira assinada e continuar a contribuir para a Previdência.
"Não é toda hora que tem um bico para você fazer. Tem um biquinho aqui, outro ali, mas às vezes demora para aparecer."

O enfraquecimento do mercado de trabalho é um problema para a economia brasileira, já estagnada, e para a presidente Dilma Rousseff, que conseguiu a reeleição em outubro passado em grande medida graças ao baixo desemprego.
Desde então, a popularidade dela despencou, com 62 por cento das pessoas julgando seu governo como "ruim" ou "péssimo", segundo pesquisa do Datafolha divulgada nesta semana. 

Embora os dados mais recentes do IBGE não tenham detalhes sobre renda ou escolaridade, outros levantamentos revelam que o trabalhador por conta própria típico é homem, de meia idade, com atividade de baixa ou média renda. Mais da metade trabalha na agricultura, construção ou comércio, seja como vendedor ambulante ou representante autônomo.

O trabalhador por conta própria não é considerado um desempregado, a menos que se declare como tal, o que ajuda a manter a taxa de desemprego em níveis relativamente baixos. Apenas um quarto desses trabalhadores contribui para a Previdência.

Fora do mercado formal, eles pagam menos impostos, o que também prejudica os esforços do governo de ampliar a arrecadação, reduzir o déficit fiscal e manter o grau de investimento da dívida pública.
O Brasil já teve momentos muito piores: o mercado de trabalho continua bem mais robusto que no início dos anos 2000, quando a taxa de desemprego rondava os 13 por cento e o salário mínimo era um terço dos 788 reais de hoje.

Anos de rápido crescimento econômico e políticas de combate à pobreza ajudaram a tirar milhões de pessoas da pobreza; até poucos anos atrás, o emprego avançava tão rapidamente que era difícil encontrar pintores ou faxineiras disponíveis.
Esse avanço, no entanto, estancou.

O ministro-chefe da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, disse que o governo trabalha para garantir que todos os trabalhadores autônomos sejam devidamente registrados.

"O emprego se tornou muito instável," disse Afif, que trabalha com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em um projeto de lei para ampliar o regime tributário facilitado para trabalhadores autonômos e pequenas empresas, o SuperSimples. "Se o mercado não facilita contratação, sem dúvida ele corre para trabalhar por conta própria."

Apesar do aumento do trabalho por conta própria, o número de inscritos no cadastro de empreendedores individuais do governo tem aumentado a uma taxa mais moderada nos últimos meses, de acordo com dados do próprio governo.
Enquanto isso, o número de trabalhadores com carteira assinada caiu 1,9 por cento em janeiro ante janeiro de 2014, maior taxa anual em 11 anos, em mais um sinal de que a informalidade tem aumentado após anos de queda contínua ao longo da década passada.

"SEM UM CENTAVO"
Altos impostos e contribuições sociais fazem do Brasil um dos lugares mais caros do mundo para o emprego formal.
Empresas precisam pagar 17 mil dólares ao ano em impostos e contribuições para cada 30 mil em salários, mais do que o dobro da média global, segundo um estudo de 2013 da consultoria britânica UHY. No México, esse custo é inferior a 7 mil dólares.

Mais de 600 mil empregos formais foram fechados desde outubro , segundo dados do governo. Nos dois primeiros meses do ano, a perda chega a 80 mil vagas. A situação deve piorar ao longo deste ano, de acordo com 69 por cento das pessoas entrevistadas pelo Datafolha, já que a economia não cresce. Segundo expectativas do mercado, o PIB deve encolher 0,8 por cento este ano, pior taxa desde 1990.

A taxa de pessoas trabalhando por conta própria tem aumentado desde o final de 2012. Antes disso, o único período de crescimento no passado recente foi em 2009, logo após a crise financeira internacional, mas que durou pouco.
"Eu ficaria surpreso se a gente conseguisse uma retomada como em 2009. Lá tinha uma crise internacional, mas com mercado interno aqui ainda forte," disse Carlos Henrique Corseuil, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Mário Ramos, 47, diz que não pode esperar muito. Depois de perder o emprego como vigia no ano passado, seu seguro-desemprego terminou em janeiro. Agora ele pensa em vender sua pequena chácara na periferia de Brasília para tentar comprar um caminhão e fazer entregas.
"Não tenho nenhum centavo na minha carteira."


Fonte: Reutersredacao@brasileconomico.com.br






TEXTO PARA A ATIVIDADE II DO 2º ANO – SOCIOLOGIA – ENSINO MÉDIO

Seminário aponta persistência de desigualdades raciais no mercado de trabalho
Data: 30/04/2013

Ministra Luiza Bairros afirmou que o Brasil está pagando um preço caro por ter deixado os negros fora do processo de desenvolvimento “Melhoram os salários, mas não diminuem as desigualdades porque temos dificuldades de implementar políticas para negros”. A conclusão é da professora doutora em Psicologia, Maria Aparecida da Silva Bento, palestrante da primeira mesa do Seminário “Trabalho e desenvolvimento: capacitação técnica, emprego e população negra”, realizado em Recife-PE, na última sexta-feira, 26/04.
A persistência das desigualdades entre homens e mulheres e entre trabalhadores negros e brancos deu a tônica do seminário promovido pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) na capital pernambucana. Ao apresentar dados de 2011 da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), Jackeline Teixeira Natal disse que as mulheres negras representam o segmento com maior dificuldade de acessar ao mercado de trabalho no Brasil. De acordo com a técnica do DIEESE - Divisão Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos, quando a taxa de desemprego geral era de 12% a 13%, entre as mulheres negras esse indicador era de 18%.

“De cada cinco mulheres negras no mercado, uma está no trabalho doméstico e o perfil dessa ocupação no Brasil acusa 56 horas semanais para as trabalhadoras com carteira assinada, uma carga bem superior a dos demais trabalhadores”, afirmou a técnica ao apresentar os dados da PED relativos à População em Idade Ativa (PIA), das regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Distrito Federal, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo.
Para Jackeline, a remuneração reflete as relações de trabalho e “a prova disso é que em São Paulo, um dos mercados mais estruturados do país, a mulher negra ganha 40% em relação ao salário do homem branco e o homem negro 60%”. No que diz respeito à formação de nível superior, que conforme a pesquisadora facilita o acesso ao mercado de trabalho, os indicadores paulistas são de 24,4% para trabalhadores não negros e de 8,4 % para negros. Na região metropolitana da capital baiana, onde a presença de afrodescendentes é predominante, a diferença é mais significativa, sendo de 12,5% para os trabalhadores negros com nível superior e de 30% para não negros.








Texto adaptado. Disponível em http://www.seppir.gov.br/noticias/ultimas_noticias/2013/04/seminario-aponta-persistencia-de-desigualdades-raciais-no-mercado-de-trabalho Acesso em 17 de agosto de 2013.

TEXTO PARA A ATIVIDADE I – SOCIOLOGIA – 2º ANO – ENSINO MÉDIO

Estudo mostra que quem deixa o emprego formal em busca de autonomia acaba tendo que trabalhar mais. 28 de maio de 2013 | 2h 06
MÁRCIA DE CHIARA - O Estado de S.Paulo

Quatro em cada dez brasileiros que estão hoje no mercado informal de trabalho como prestadores de serviços ou vendedores de produtos foram motivados a deixar o emprego formal em busca de autonomia e de flexibilidade no dia a dia. Mas, ao daremesse passo, eles acabam cumprindo uma jornada mais extensa do que teriam numa empresa, com a obrigatoriedade de bater o cartão de ponto.
Isso é o que mostra um estudo feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) para traçar o perfil do trabalhador informal. De acordo com a pesquisa, que consultou 612 proprietários de estabelecimentos e profissionais autônomos dos setores de comércio e serviços de todas as capitais, sem inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica e trabalhadores informais, 90% deles trabalham cerca de oito horas por dia, de segunda a sábado. E 27% informaram que têm jornada aos domingos.
"O resultado da pesquisa mostra um paradoxo: a pessoa vai para informalidade porque não quer depender de patrão, mas trabalha mais horas e fica vulnerável porque não está coberta pela lei", afirma o gerente financeiro do SPC-Brasil, Flávio Borges. A pesquisa mostra que 72% dos informais não pagam previdência (INSS).
A maioria dos entrevistados (78%) também já teve trabalho com carteira assinada antes de ingressar na informalidade. Esse é o caso de Valdemir Trivelato, de 51 anos, dos quais 20 trabalhando como ambulante. Ex-bancário, o ex-analista de crédito que cursou até o segundo ano da faculdade de administração de empresas, conta que foi parar na informalidade por "falta de opção". Na época, perdeu o emprego num corte que houve no banco. De lá para cá, se dedicou à venda de itens ligados à eletrônica. No começo, eram rádios. Agora, são capas de celulares e acessórios.
"Hoje trabalho seis dias por semana, das 7h às 21h. Alguns dias vou às 4h da manhã ao Brás para comprar as mercadorias", conta o ambulante. Quando estava empregado no banco, cumpria uma jornada diária bem menor, de seis horas.
Com renda média mensal de R$ 1.300, Trivelato conta que desistiu, mais recentemente, de buscar uma oportunidade de trabalho no mercado formal por causa da idade, apesar de a economia estar hoje praticamente em pleno emprego.
Mas, na análise de Borges, do SPC-Brasil, essa contradição entre um grande contingente de informais e a falta de mão de obra para vagas formais é aparente. Na verdade, diz ele, os trabalhadores que estão na informalidade têm baixa qualificação e não teriam condições de preencher parte dos empregos que sobram nas empresas. Segundo a pesquisa, 88% dos entrevistados têm, no máximo, ensino médio.
A maioria dos informais é mulher (50,2%), e o setor de comércio, com 59%, prevalece sobre o de serviços (41%). Mas o tíquete médio dos serviços é de R$ 69,28, bem superior ao do comércio, de R$ 45.
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Texto adaptado. Disponível em: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,trabalho-informal-tem-jornada-superior-a-48-horas-semanais-,1036333,0.htm Acesso 17 de agosto de 2013.

O TRABALHO INFORMAL NO BRASIL

O trabalho informal no Brasil

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

PROJETO CINE DEBATE - VÍDEOS


PROJETO CINE DEBATE - SOCIOLOGIA 3º ANO

PROJETO CINE DEBATE – SOCIOLOGIA 3º ANO

Calendário de Exibições dos curtas-metragens


Dia                                              Título

10/08                                       Projeto 68

Gênero: Documentário 
Diretor: 
Julia Mariano 
Duração: 13 min     Ano: 2008     Formato: 35mm 
País: Brasil     Local de Produção: RJ 
Cor: Colorido 
Sinopse: Rio de Janeiro, 1968. O movimento estudantil comanda as maiores manifestações contra a ditadura, num crescente desde a morte do estudante Edson Luís até o clímax na Passeata dos Cem Mil. Com imagens realizadas por Glauber Rocha, Silvio Da-rin, Arnaldo Jabour e fotografias de Pedro de Moraes e Evandro Teixeira, Projeto 68 remonta em imagens e sons essa trajetória. 


17/08                                        Ser tão cinzento

Gênero: Documentário 
Subgênero: 
Drama 
Diretor: 
Henrique Dantas 
Duração: 25 min     Ano: 2011     Formato: Digital 
País: Brasil     Local de Produção: BA 
Cor: P&B 
Sinopse: Recriação da memória do filme "Manhã cinzenta", do cineasta autodidata Olney São Paulo, uma das mais belas e contundentes obras cinematográficas produzidas sobre o período da Ditadura Militar. 


24/08                                       As várias vidas de Joana  

Gênero: Documentário 
Subgênero: 
Drama 
Diretor: 
Abelardo de Carvalho, Cavi Borges 
Duração: 10 min     Ano: 2009     Formato: DVCam 
País: Brasil     Local de Produção: RJ 
Cor: Colorido 
Sinopse: Menina cresce no interior alheia aos principais acontecimentos do país. Aos dezoito anos desembarca no Rio de Janeiro sem imaginar o que a esperava pela frente. A data? Primeiro de abril de 1964. A partir de então, Joana e o Brasil nunca mais foram os mesmos. 


31/08                                      Se eu demorar uns meses

Gênero: Documentário 
Subgênero: 
Grande Prêmio 2015 
Diretor: 
Giovanni Francischelli, Lívia Perez 
Elenco: 
Juan Martyn, Neusa Velasco 
Duração: 15 min     Ano: 2013     Formato: HD 
País: Brasil     Local de Produção: SP 
Cor: Colorido 
Sinopse: Documentário poético sobre o ambiente prisional do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), uma força policial especializada em crimes políticos. O filme é inteiramente baseado em relatos de presos políticos opositores ao regime militar brasileiro. Gravado no Memorial da Resistência, edifício histórico que foi sede de uma das polícias políticas mais truculentas do país, o filme traz a memória do período. 



OBS: Os grupos podem assistir antes da exibição oficial para construir melhor os argumentos para o debate.  Acessem http://portacurtas.org.br canal Projeto Cine Debate ou sociologiaearte.blogspot.com.br