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segunda-feira, 5 de julho de 2010

QUILOMBOS: RESISTÊNCIA ONTEM E HOJE. V

Diretor da Palmares visita quilombolas atingidos pela chuva

O Diretor da Fundação Cultural Palmares, vinculada ao Ministério da Cultura, Maurício Reis e o representante da Fundação em Alagoas, Severino Cláudio Leite, conhecido como Mestre Cláudio, estão na comunidade quilombola de Muquém, em União dos Palmares (AL) para prestar ajuda as vitimas da enchente. As águas das chuvas que inundaram a cidade desabrigaram 86 famílias que estão alojadas na escola da comunidade, no posto de saúde e no que está em construção.

Segundo Maurício Reis, que é Diretor de Proteção ao Patrimônio Afro-brasileiro da Fundação, está chegando à comunidade água potável, colchões e cestas básicas disponibilizadas pela Secretária da Mulher, Direitos Humanos e Cidadania do Estado. Além dele e de Mestre Cláudio acompanham a visita, o representante da Secretária da Mulher, Direitos Humanos e Cidadania, Amaurício de Jesus, o representante da Secretária de Agricultura do Estado, Marcelo Maiola e o Coordenador Estadual das Comunidades Quilombolas, José Patrício. "Estamos levantando quais as principais demandas e qual a melhor forma de ajudar", diz Maurício.

"O que a gente mais precisa agora é reconstruir nossas casas", relata a líder da comunidade de Muquém, Albertina Nunes, uma das desabrigadas. Segundo ela, agora que água já baixou, algumas pessoas já estão saindo dos abrigos para tentar reconstruir suas casas e suas vidas. "É muita gente nos abrigos e estamos precisando de material de limpeza, de higiene e velas, pois estamos sem energia elétrica".
A comunidade tem mais de 200 anos e recebeu a certificação da Fundação Cultural Palmares em 2004. Com 140 famílias, cerca de 500 pessoas, entre elas aproximadamente de 112 crianças até 12 anos, a comunidade é dividida em três regiões Muquém de Cima, Moreno e Muquém da Beira do Rio, a área mais atingida pela água. Os quilombolas vivem da produção de cerâmica e da colheita de cana-de-açúcar das usinas locais.

INDICADO PARA O 1° ANO DO IDB

QUILOMBOS: RESISTÊNCIA ONTEM E HOJE. IV

120 anos do fim da escravidão no Brasil: a abolição incompleta


(13/05/2008 - 09:18)
Em 13 de maio de 1888 foi assinada a lei que terminou com o trabalho escravo no Brasil. Mas por que a abolição foi incompleta? Porque paralelamente à abolição não foram adotadas medidas voltadas para promover a melhoria das condições de vida e integração ao novo sistema de trabalho daqueles que tinham sido as mãos e pés do Brasil. Durante todo o período colonial e nos primeiros anos da jovem nação, homens e mulheres foram transportados do continente africano em navios negreiros, em péssimas condições, para trabalhar em todo tipo de atividade produtiva, tendo sido fundamentais na produção da riqueza nacional.
A escravidão funcionava com a exploração intensa da mão-de-obra. Noções comuns hoje em dia como salário, capacitação profissional, investimento em formação dos trabalhadores eram desconhecidas na escravidão.
Quando a escravidão foi extinta, não foi feita a reforma agrária que garantisse o acesso à terra para o conjunto da população. Até hoje o Brasil é um dos países com um dos maiores índices de concentração da propriedade rural. O Estado brasileiro não garantiu a oferta de educação pública a todos. Apenas recentemente alcançamos a situação de estender o ingresso na escola de todas as nossas crianças. Por isso, as comunidades afro-descendentes acumularam dificuldades e sofrem, em sua maioria, com condições de vida marcadas por extrema pobreza e exclusão social.
Para combater tal situação é necessário implementar políticas públicas de promoção da igualdade racial. O Governo do Presidente Lula deu importantes passos nessa direção ao implantar o Programa Brasil Quilombola, voltado para dotar comunidades remanescentes de quilombos de infra-estrutura para seu desenvolvimento sustentável; o ProUni, que democratiza o acesso ao ensino superior: o Pronasci, que procura integrar ações de segurança pública com cidadania para sanar um problema que atinge nossas comunidades, particularmente nossos jovens nas periferias dos grandes centros urbanos; as ações de saneamento e urbanização de favelas do PAC, que melhorarão as condições de habitação das nossas comunidades. Também criou a SEPPIR (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) com a missão de liderar esforços para implantação de políticas públicas voltadas para a igualdade.
Na Câmara dos Deputados participo da Frente Parlamentar em Defesa da Igualdade Racial, e também da Comissão Especial que analisa o Estatuto da Igualdade Racial. Em conjunto com a sociedade civil organizada estamos lutando para a aprovação dessa importante legislação. Assim, estaremos efetivamente construindo a igualdade de oportunidades para todos os homens e mulheres desse país.

Janete Rocha Pietá - Deputada Federal PT-SP

QUILOMBOS: RESISTÊNCIA ONTEM E HOJE. III

FORTALECENDO OS QUILOMBOS

A união de comunidades e associações quilombolas em Pernambuco vem ampliando o panorama dessa população. Entidades ligadas à causa também dão sua contribuição
A força de um grupo está no seu poder de organização e, em Pernambuco, essa capacidade está presente nas comunidades quilombolas. A prova disso está em cada associação quilombola e na Comissão Estadual de Comunidades Quilombolas de Pernambuco, que atuam de forma intensa no fortalecimento institucional.
As ações das associações e da comissão estadual consistem em incentivar o auto-reconhecimento de populações rurais negras, buscando agilidade no processo de regularização e titulação das terras, além de propostas de educação diferenciada para os quilombolas.
Para Bartolomeu Florência da Silva, presidente da Associação Quilombola de Serrote do Gado Bravo, comunidade do município de São Bento do Una, a união entre localidades reforça ainda mais a luta por reivindicações. “Nós sempre buscamos unir as necessidades de todas as comunidades em torno do crescimento e bem-estar das populações quilombolas.”
Ele acredita que encontros entre quilombos são fundamentais para a integração das comunidades. “O intercâmbio e a troca de experiência que sempre acontecem nas reuniões estaduais são muito importantes”, completa.
Já para Pedro Fernando dos Santos, 32 anos, liderança da comunidade de Santana, no município de Salgueiro, a discussão entre os quilombolas de várias regiões traz um novo panorama da realidade. “É sempre muito proveitosa a participação de representantes de várias associações durante os encontros da comissão estadual. Assim, nós podemos conhecer como vivem nossos irmãos quilombolas nas comunidades”, conta ele.
Uma importante colaboração, segundo Givânia Silva, liderança de Conceição das Crioulas, também em Salgueiro, é de entidades governamentais e não-governamentais. Para ela, a ampliação dos parceiros faz com que mais pessoas conheçam e entendam os anseios da população quilombola. “Uma das nossas principais frentes de ação é fazer a sociedade compreender os direitos do povo quilombola”, declara.
De acordo com a socióloga do Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF) Delma Silva, a organização dos quilombos vem ganhando força nos últimos anos. “Temos experiências positivas nos estados do Ceará e na Paraíba, além do exemplo de Pernambuco.” Segundo ela, os quilombolas têm uma característica muito particular. “São comunidades com uma capacidade de resistir diante das dificuldades. E isso ajuda no processo de organização.”

QUILOMBOS: RESISTÊNCIA ONTEM E HOJE. II

A INVASÃO DA HERANÇA QUILOMBOLA

RIO - Na língua portuguesa, a palavra quilombo está definitivamente associada à causa racial, designando os redutos constituídos no Brasil colonial pelos negros fugidos da escravidão. Para alguns países de língua espanhola, porém, o termo ganha outras definições. Na Argentina, que não recebeu mão-de-obra africana em profusão como o Brasil, usa-se "quilombero" para falar de uma pessoa baderneira e quilombo como sinônimo de... prostíbulo. É provável que esses países se surpreendam com a exposição fotográfica Quilombolas, tradições e cultura da resistência, que, depois de fazer sucesso nas principais cidades brasileiras, começa agora a exibir pelas Américas a realidade de 10 comunidades afro-brasileiras remanescentes dos quilombos. Passa, com patrocínio da Petrobras, por países como Equador, Venezuela, México, Uruguai e Bolívia, entre outros.
A mostra, que já tem agendadas mais 10 etapas no Brasil em 2009, traz 40 imagens em negativo convencional preto-e-branco do fotógrafo André Cypriano. O artista percorreu 10 estados brasileiros, em busca dos mais remotos quilombares, querendo preservar a sua memória.
- Cada país da América tem uma relação diferente com a escravidão e com as questões raciais - avalia Cypriano. - A exposição vai poder quebrar a ligação pejorativa que alguns países têm com a palavra quilombo. É até engraçado imaginar um cartaz enorme em Buenos Aires, com o nome da mostra... Vão pensar que é uma exposição sobre prostíbulos.
Espaço de resistência
Muitos brasileiros desconhecem a existência de comunidades quilombolas até hoje, acreditando que sua formação foi um acontecimento histórico pontual, que acabou junto com o fim da escravidão. Curadora da exposição, Denise Carvalho acredita que o sucesso de Quilombolas rompeu barreiras em seu próprio país.
- Mesmo no Brasil, a idéia que se tem do quilombo não é sempre exata, e em alguns casos ainda fica limitada a questões folclóricas ou romantizadas - observa Denise. - A exposição serviu para revelar ao público essa realidade, tanto que virou referência no assunto.
As fotos da exposição também aparecem no livro homônimo, lançado em 2006, e que ganha uma nova edição este mês. Quando Cypriano iniciou seu trabalho, em 2005, diversos quilombos haviam sido recentemente descobertos.
Alguns permaneciam quase ou completamente isolados do resto do país. Os mais remotos estão alheios à eletricidade. O Centro de Cartografia Aplicada e Informação Geográfica da Universidade de Brasília aponta a existência de 2.842 comunidades quilombolas espalhadas por todas as regiões do Brasil.
O ambiente documentado pelo fotógrafo é oposto ao do seu trabalho seguinte, Rocinha, de 2008, que mostra o cotidiano da famosa comunidade carioca. Enquanto a favela se impõe como um espaço antropofágico, no qual múltiplas culturas convivem de forma caótica, o quilombo se apresenta como um lugar de resistência. Tradições seculares resistem às mudanças, trazendo à luz riquezas desconhecidas da ancestralidade africana.
- Diferentemente de um lugar informal como a Rocinha, as comunidades que visitei trazem a marca da resistência - compara Cypriano. - Resistência ao tempo, aos fazendeiros, ao governo... Cada quilombo é diferente do outro, uns são mais unidos, outros apresentam mais diferenças entre seus moradores. Por causa da escravidão, temos uma dívida com os afro-descendentes. É preciso que projetos tragam reconhecimento à raiz africana, para tentar manter essa tradição.

Danças nunca divulgadas
Uma das descobertas mais curiosas são os três irmãos de Cafundó, que se comunicam num antigo idioma africano. São os únicos indivíduos do mundo com conhecimento da língua, que nem existe mais no continente.
- Quando preparei o trabalho, já tinha em mente o que queria: retratos e paisagens - lembra o fotógrafo. - Mas o que eu gosto mesmo é o inesperado, as informações novas que vou encontrando no caminho. Meu trabalho sempre acaba no mistério do desconhecido, que considero a dádiva da vida. Nas comunidades, encontrei músicas e danças que nunca foram divulgadas antes.
Ministro das Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Edson Santos acredita que o projeto dará mais visibilidade às comunidades quilombares.
- É importante que outras sociedades tenham contato com a existência das comunidades e descubram seu valor histórico - ressalta.
Santos alerta para a necessidade de preservar a história e a cultura quilombolas.
- Ao mesmo tempo em que se descobre essas comunidades isoladas, que mantiveram tradições e forma de comunicação próprias, é preciso estar atento para que não sejam aculturadas.
Uma das descobertas mais curiosas são os três irmãos de Cafundó, que se comunicam num antigo idioma africano. São os únicos indivíduos do mundo com conhecimento da língua, que nem existe mais no continente.
- Quando preparei o trabalho, já tinha em mente o que queria: retratos e paisagens - lembra o fotógrafo. - Mas o que eu gosto mesmo é o inesperado, as informações novas que vou encontrando no caminho. Meu trabalho sempre acaba no mistério do desconhecido, que considero a dádiva da vida. Nas comunidades, encontrei músicas e danças que nunca foram divulgadas antes.
Ministro das Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Edson Santos acredita que o projeto dará mais visibilidade às comunidades quilombares.
- É importante que outras sociedades tenham contato com a existência das comunidades e descubram seu valor histórico - ressalta.
Santos alerta para a necessidade de preservar a história e a cultura quilombolas.
- Ao mesmo tempo em que se descobre essas comunidades isoladas, que mantiveram tradições e forma de comunicação próprias, é preciso estar atento para que não sejam aculturadas.

Bolívar Torres, JB Online

QUILOMBOS: RESISTÊNCIA ONTEM E HOJE.

Quilombo urbano: Cidade Tiradentes

Por Cinthia Gomes*
Parlamento negro Cidade Tiradentes, no extremo da zona leste de São Paulo, é o distrito mais negro do município: cerca de 60% dos 280 mil habitantes são afrodescendentes. “Cidade Tiradentes é um quilombo. Meu trabalho aqui teve muita ajuda de lideranças, moradores que estão na luta para transformar o distrito”, afirma o subprefeito Arthur Xavier. Exercendo o cargo desde 2005, ele é o único subprefeito negro da cidade de São Paulo. Formado em Ciências Contábeis, aposentou- se como gerente de administração financeira da Companhia Energética de São Paulo e então começou a trabalhar mais intensamente na vida política. Filiado ao PSDB, pela identificação com o parlamentarismo, coordenou a campanha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no interior de São Paulo, foi assessor do secretário-chefe da Casa Civil, atuou na Fundação CASA (antiga Febem), além de ter acompanhando a privatização do setor energético. Anteriormente, Arthur Xavier militou em diversos movimentos populares e associações de bairro.
Além da majoritária população negra, outra característica marcante de Cidade Tiradentes é fato de ser um bairro-dormitório: lá está a maior concentração de conjuntos habitacionais da América Latina, são 40 mil unidades habitacionais, construídas na década de 1980 pela (Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo) - Cohab -, pela (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo) - CDHU - e por grandes empreiteiras. O distrito foi concebido para abrigar a população desalojada de outras regiões em decorrência de obras públicas. Mas, sem o devido planejamento, o resultado foi a criação de um bairro retirado (Cidade Tiradentes, distante 35 km do centro de São Paulo; são duas horas de viagem), sem infra-estrutura básica de serviços, saúde pública e transporte.
DESENVOLVIMENTO

Aos poucos, a situação do distrito e de seus moradores está começando a mudar. O Expresso Tiradentes, um corredor de ônibus que ligará a região ao centro, reduzindo o tempo de viagem para 70 minutos, deve ser concluído no final deste ano. Além disso, foram feitos investimentos públicos e privados nas áreas de saúde, educação e serviços. Mas talvez o grande diferencial da administração do subprefeito Arthur Xavier seja o foco em ações voltadas para a valorização da cultura e da auto-estima da população negra. Ele criou os concursos “Bonequinha do Café” e “Vovó do Café”, que premia mulheres afro-descendentes (pretas e pardas) de 16 a 23 anos e a partir de 60 anos, respectivamente; inaugurou a Praça Carolina Maria de Jesus e criou o Festival de Música Popular Canta Cidade Tiradentes e o Festival de Música Gospel Cidade Tiradentes. “As letras cantadas no Festival de Música me ajudaram muito. No primeiro ano, falavam que não tinha biblioteca, então criei um ponto de leitura; reclamavam que não tinha banco, trouxemos o banco para o distrito, entre outras coisas”, conta o subprefeito que também afirma que tem conseguido realizar todo esse trabalho graças ao apoio do prefeito Gilberto Kassab.
A mais recente conquista de Arthur Xavier para a comunidade é a decretação do Parque Municipal da Consciência Negra, no fim de 2007. O parque está numa área verde de 90 mil metros quadrados, cujo terreno, com acentuadas elevações, lembra o da Serra da Barriga, onde existiu o quilombo de Palmares. Há previsão da construção de um centro cultural, réplicas das habitações palmarinas e de trilhas na mata para caminhadas. “O Parque é uma homenagem ao grande herói Zumbi dos Palmares e à população local, que enfrenta no dia-a-dia uma luta grande. Todo esse trabalho de visibilidade da população negra e de melhorias em geral mudou a cara de Cidade Tirardentes. Conseguimos, também, reduzir a violência”, afirma Xavier.
"O Parque Municipal da Consciência Negra
é a mais recente conquista de Arthur Xavier
para a comunidade. Uma homenagem ao grande
herói Zumbi dos Palmares e à população de Cidade Tiradentes”
E o subprefeito não pára por aí: agora em fevereiro ele vai à França para firmar parceria para a construção de um centro cultural, com biblioteca, teatro, cinema, na área mais vulnerável do distrito, que compreende as regiões do Barro Branco, Vila Yolanda e Jardim Vitória. Em comum com um quilombo, além da população negra e guerreira, Cidade Tiradentes, cada vez mais, prima por viver com dignidade.


INDICADO PARA O 1° ANO DO IDB

DROGAS: PREVENÇÃO OU RECUPERAÇÃO? I

Folha-base
Drogas: prevenção ou recuperação ?

Depoimento 1:
Tinha apenas 7 anos quando experimentou pela primeira vez, uma dose de cocaína. Motivado pela curiosidade, declara. “Usei, porque queria saber como era. Meu irmão, por parte de mãe era usuário da droga. Mesmo assim conseguia levar a vida dele, normalmente, lá em Porto Alegre. Trabalhava e freqüentemente nos visitava em Rosário do Sul. Ele não deixava eu usar drogas quando estava por perto, mas quando ele saia, eu pegava escondido”.

Utilizando a folha-base, o grupo vai assumir a personalidade do anônimo depoente como se fosse ele. Este personagem vai ganhando vida a proporção que o grupo vai desenvolvendo as atividades propostas, ou seja, fornecendo dados necessários para a sua recuperação.

Atividade 1: Cartilha Mudando Comportamentos – Secretária Nacional de Política sobre Drogas

Como vocês imaginam a face desta pessoa? Desenhe o seu retrato ou descreva-a em palavras. (Folha Modelo)

Afinal, qual é o problema?
Para iniciar, descreva aquilo que você está pensando em mudar no seu comportamento relacionado ao uso de álcool, tabaco ou outras drogas: o que, quanto e quando mudar? Preencha as lacunas:

Eu venho usando _____________________ há __________meses / anos.

Atualmente eu uso:
( ) Todos os dias ou quase
( ) Pelo menos 3 vezes por semana
( ) Todo fim de semana
( ) Uma vez por semana
( ) Outro: __________________________
(escreva aqui a frequência, caso as alternativas acima não sirvam)

A quantidade que eu uso normalmente é ____________________________________ (em copos/doses, cigarros, gramas, carreiras, comprimidos, pedras, dependendo do que você usa)

Os problemas que venho enfrentando (ou já enfrentei) por causa desse meu comportamento são: (descreva-os resumidamente)

Saúde:
Relacionamento:
Financeiro:
Policiais e judiciais:
Escola:
Trabalho:

Eu estou querendo:

( ) parar
( ) diminuir a frequência
( ) diminuir a quantidade
( ) ainda não sei bem o que quero.
Outro: _________________________________

Data:_____/_____/_____
Atividade 2: Prós e contras. Cartilha Mudando Comportamentos – Secretária Nacional de Política sobre Drogas

DROGAS: PREVENÇÃO OU RECUPERAÇÃO? VI

Folha-base Drogas: prevenção ou recuperação ?

Depoimento 6:
"Meu sonho sempre foi trabalhar na empresa do meu pai, uma metalúrgica no interior de São Paulo que ele fundou há quarenta anos. Mas, quando cursava a faculdade de administração, comecei a cheirar muita cocaína. Ao conhecer o crack, foi amor à primeira vista. Quando minha família começou a controlar meu dinheiro, evitando que eu comprasse mais cocaína, decidi partir para o crack. No início, tinha medo de ficar como os mendigos que aparecem na televisão. Misturava crack com maconha pensando que assim o cigarro ficaria mais fraco. Um mês depois, já estava na droga pura. Como meu pai tinha crédito na cidade e todos me conheciam, conseguia dinheiro com facilidade. Quando perdi o crédito, me bateu um desespero e aceitei ser internado. Desde então, venho tentando largar a droga, mas com recaídas. A última foi há seis meses. Independentemente de quantos tombos a droga me deu, preciso me levantar e tentar de novo."

Utilizando a folha- base, o grupo vai assumir a personalidade do anônimo depoente como se fosse ele. Este personagem vai ganhando vida a proporção que o grupo vai desenvolvendo as atividades propostas, ou seja, fornecendo dados necessários para a sua recuperação.

Atividade 1: Cartilha Mudando Comportamentos – Secretária Nacional de Política sobre Drogas

Como vocês imaginam a face desta pessoa? Desenhe o seu retrato ou descreva-a em palavras.(Folha-modelo)
Afinal, qual é o problema?

Para iniciar, descreva aquilo que você está pensando em mudar no seu comportamento relacionado ao uso de álcool, tabaco ou outras drogas: o que, quanto e quando mudar? Preencha as lacunas:

Eu venho usando _____________________ há __________meses / anos.

Atualmente eu uso:
( ) Todos os dias ou quase
( ) Pelo menos 3 vezes por semana
( ) Todo fim de semana
( ) Uma vez por semana
( ) Outro: __________________________
(escreva aqui a frequência, caso as alternativas acima não sirvam)

A quantidade que eu uso normalmente é ____________________________________ (em copos/doses, cigarros, gramas, carreiras, comprimidos, pedras, dependendo do que você usa)

Os problemas que venho enfrentando (ou já enfrentei) por causa desse meu comportamento são: (descreva-os resumidamente)

Saúde:
Relacionamento:
Financeiro:
Policiais e judiciais:
Escola:
Trabalho:

Eu estou querendo:

( ) parar
( ) diminuir a frequência
( ) diminuir a quantidade
( ) ainda não sei bem o que quero.
Outro: _________________________________

Data:_____/_____/_____

DROGAS: PREVENÇÃO OU RECUPERAÇÃO? V

Folha-base: Drogas: prevenção ou recuperação ?

Depoimento 5:
"Ainda hoje tenho pesadelos nos quais estou fumando crack. Acordo assustado e com raiva de mim mesmo. Não quero passar por aquilo de novo. Na fase pior, gastava todo o meu salário com a droga. Eu, que sempre ganhei tudo do bom e do melhor de meus pais, cheguei a roubar as coisas de casa para fumar crack. Vendi até Tupperware em troca de pedras. Quando meu pai disse que não me queria mais em casa, decidi pedir ajuda. Fiquei mais de um ano numa clínica de recuperação. Nesse tempo, percebi que o meu maior vício não eram as drogas, e sim pensar só em mim. Para me livrar do crack, tive de virar outra pessoa. Hoje, penso que o meu crescimento pessoal só é relevante se eu ajudar os outros a crescer. Consegui, assim, voltar para a casa dos meus pais, para o meu trabalho e estou namorando firme. Aos poucos, reponho os aparelhos eletrônicos que tirei de casa."

Utilizando a folha- base, o grupo vai assumir a personalidade do anônimo depoente como se fosse ele. Este personagem vai ganhando vida a proporção que o grupo vai desenvolvendo as atividades propostas, ou seja, fornecendo dados necessários para a sua recuperação.

Atividade 1: Cartilha Mudando Comportamentos – Secretária Nacional de Política sobre Drogas

Como vocês imaginam a face desta pessoa? Desenhe o seu retrato ou descreva-a em palavras.(Folha-modelo)

Afinal, qual é o problema?
Para iniciar, descreva aquilo que você está pensando em mudar no seu comportamento relacionado ao uso de álcool, tabaco ou outras drogas: o que, quanto e quando mudar? Preencha as lacunas:

Eu venho usando _____________________ há __________meses / anos.

Atualmente eu uso:
( ) Todos os dias ou quase
( ) Pelo menos 3 vezes por semana
( ) Todo fim de semana
( ) Uma vez por semana
( ) Outro: __________________________
(escreva aqui a frequência, caso as alternativas acima não sirvam)

A quantidade que eu uso normalmente é ____________________________________ (em copos/doses, cigarros, gramas, carreiras, comprimidos, pedras, dependendo do que você usa)

Os problemas que venho enfrentando (ou já enfrentei) por causa desse meu comportamento são: (descreva-os resumidamente)

Saúde:
Relacionamento:
Financeiro:
Policiais e judiciais:
Escola:
Trabalho:

Eu estou querendo:

( ) parar
( ) diminuir a frequência
( ) diminuir a quantidade
( ) ainda não sei bem o que quero.
Outro: _________________________________

Data:_____/_____/_____

DROGAS: PREVENÇÃO OU RECUPERAÇÃO? IV

Folha-Base: Drogas: prevenção ou recuperação ?

Depoimento 4:
"A ficha caiu quando sofri um acidente de carro. Estava virada, sem dormir, fazia quatro dias. Peguei o carro para ir comprar crack, mas não andei nem 100 metros e sofri um apagão. Dormi ao volante. Fiquei cinqüenta dias com os dois braços enfaixados e o rosto cheio de feridas por causa dos estilhaços do vidro. Já havia sido internada algumas vezes, mas sempre soube que voltaria à droga. Fazia meus pais pagar minhas dívidas dizendo que, do contrário, seria morta pelos traficantes. Em troca, eu ficava um tempo na clínica de recuperação. De uma delas, fugi pulando o portão. Com o acidente, percebi que tinha de me livrar daquilo. Agora estudo, luto para recuperar a guarda dos meus filhos e quero montar um grupo de apoio só para mulheres dependentes. Elas precisam perder o medo de procurar ajuda."

Utilizando a folha- base, o grupo vai assumir a personalidade do anônimo depoente como se fosse ele. Este personagem vai ganhando vida a proporção que o grupo vai desenvolvendo as atividades propostas, ou seja, fornecendo dados necessários para a sua recuperação.

Atividade 1: Cartilha Mudando Comportamentos – Secretária Nacional de Política sobre Drogas

Como vocês imaginam a face desta pessoa? Desenhe o seu retrato ou descreva-a em palavras. (Folha-modelo)

Afinal, qual é o problema?
Para iniciar, descreva aquilo que você está pensando em mudar no seu comportamento relacionado ao uso de álcool, tabaco ou outras drogas: o que, quanto e quando mudar? Preencha as lacunas:

Eu venho usando _____________________ há __________meses / anos.

Atualmente eu uso:
( ) Todos os dias ou quase
( ) Pelo menos 3 vezes por semana
( ) Todo fim de semana
( ) Uma vez por semana
( ) Outro: __________________________
(escreva aqui a frequência, caso as alternativas acima não sirvam)

A quantidade que eu uso normalmente é ____________________________________ (em copos/doses, cigarros, gramas, carreiras, comprimidos, pedras, dependendo do que você usa)

Os problemas que venho enfrentando (ou já enfrentei) por causa desse meu comportamento são: (descreva-os resumidamente)

Saúde:
Relacionamento:
Financeiro:
Policiais e judiciais:
Escola:
Trabalho:

Eu estou querendo:

( ) parar
( ) diminuir a frequência
( ) diminuir a quantidade
( ) ainda não sei bem o que quero.
Outro: _________________________________

Data:_____/_____/_____

DROGAS: PREVENÇÃO OU RECUPERAÇÃO? III

Folha-base: Drogas: prevenção ou recuperação?

Depoimento 3:
Inconcientemente aos 16 anos entrei no mundo das drogas. Primeiro experimentei maconha e achei um barato. Embalado pela fumaça passei a cheirar cocaína, tomar L.S.D o barato era maior ainda. Meus pais se afastaram de mim. Perdi o emprego. Perdi minha dignidade. Hoje conscientemente aos 25 anos, chego ao fundo do poço. Com uma certeza, que aquele barato me custou muito caro.
Utilizando a folha-base, o grupo vai assumir a personalidade do anônimo depoente como se fosse ele. Este personagem vai ganhando vida a proporção que o grupo vai desenvolvendo as atividades propostas, ou seja, fornecendo dados necessários para a sua recuperação.

Atividade 1: Cartilha Mudando Comportamentos – Secretária Nacional de Política sobre Drogas

Como vocês imaginam a face desta pessoa? Desenhe o seu retrato ou descreva-a em palavras.(Folha Modelo)

Afinal, qual é o problema?
Para iniciar, descreva aquilo que você está pensando em mudar no seu comportamento relacionado ao uso de álcool, tabaco ou outras drogas: o que, quanto e quando mudar? Preencha as lacunas:

Eu venho usando _____________________ há __________meses / anos.

Atualmente eu uso:
( ) Todos os dias ou quase
( ) Pelo menos 3 vezes por semana
( ) Todo fim de semana
( ) Uma vez por semana
( ) Outro: __________________________
(escreva aqui a frequência, caso as alternativas acima não sirvam)

A quantidade que eu uso normalmente é ____________________________________ (em copos/doses, cigarros, gramas, carreiras, comprimidos, pedras, dependendo do que você usa)

Os problemas que venho enfrentando (ou já enfrentei) por causa desse meu comportamento são: (descreva-os resumidamente)

Saúde:
Relacionamento:
Financeiro:
Policiais e judiciais:
Escola:
Trabalho:

Eu estou querendo:

( ) parar
( ) diminuir a frequência
( ) diminuir a quantidade
( ) ainda não sei bem o que quero.
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DROGAS: PREVENÇÃO OU RECUPERAÇÃO? II


Folha-base
Drogas: prevenção ou recuperação ?

Depoimento 2:
Ele, filho de pais separados, envolveu-se nas drogas aos 17 anos. “Minha mãe, mesmo debilitada pela hemodiálise freqüente a que se submetia, trabalhava como padeira para nos trazer o sustento, enquanto eu, o único homem da casa cuidava das minhas 3 irmãs”. As más companhias lhe introduziram, por curiosidade, ao submundo. Inicialmente, usuário de cigarro, álcool, maconha, posteriormente cocaína e crack, diz que levou apenas 5 meses para se tornar um viciado. O trabalho que sua mãe conseguira à ele, com esforço, como auxiliar de padeiro, por duas vezes fora sacrificado devido a dependência química. Demitido por justa causa vende suas próprias roupas, tênis, e outros utensílios para adquirir a droga. Entra no mundo do crime, faz roubos e assaltos e assim passa a conseguir o dinheiro que necessita. Como se não bastasse rouba até o próprio rancho do mês. Sua mãe, desesperada pede ajuda aos primos e amarra Eduardo com uma corrente, por três dias à mesa da cozinha e sai a procura de ajuda.


Utilizando a folha- base, o grupo vai assumir a personalidade do anônimo depoente como se fosse ele. Este personagem vai ganhando vida a proporção que o grupo vai desenvolvendo as atividades propostas, ou seja, fornecendo dados necessários para a sua recuperação.

Atividade 1: Cartilha Mudando Comportamentos – Secretária Nacional de Política sobre Drogas

Como vocês imaginam a face desta pessoa? Desenhe o seu retrato ou descreva-a em palavras.(Folha Modelo)
Afinal, qual é o problema?
Para iniciar, descreva aquilo que você está pensando em mudar no seu comportamento relacionado ao uso de álcool, tabaco ou outras drogas: o que, quanto e quando mudar? Preencha as lacunas:

Eu venho usando _____________________ há __________meses / anos.

Atualmente eu uso:
( ) Todos os dias ou quase
( ) Pelo menos 3 vezes por semana
( ) Todo fim de semana
( ) Uma vez por semana
( ) Outro: __________________________
(escreva aqui a frequência, caso as alternativas acima não sirvam)

A quantidade que eu uso normalmente é ____________________________________ (em copos/doses, cigarros, gramas, carreiras, comprimidos, pedras, dependendo do que você usa)
Os problemas que venho enfrentando (ou já enfrentei) por causa desse meu comportamento são: (descreva-os resumidamente)

Saúde:
Relacionamento:
Financeiro:
Policiais e judiciais:
Escola:
Trabalho:

Eu estou querendo:

( ) parar
( ) diminuir a frequência
( ) diminuir a quantidade
( ) ainda não sei bem o que quero.
Outro: _________________________________

Data:_____/_____/_____

domingo, 9 de maio de 2010

PERGUNTAS-RELATÓRIO (1° ANO)


Perguntas que podem orientar a produção do relatório:

1.Existe alguma relação do vídeo assistido com o patrimônio cultural? Por que? Explique.

2.O “cemitério dos pretos novos” tem alguma relação com o assunto tratado durante a 1 etapa? Por que? Explique.

3.O vídeo provocou algum sentimento em você?

4.Quais são as suas ponderações sobre o assunto “Cemitério dos Pretos Novos” ?

Para maiores informações existem outros vídeos no www.youtube.com sobre o cemitério dos pretos novos

PERGUNTAS-RELATÓRIO (3° ANO)



PERGUNTAS QUE PODEM AJUDAR NA PRODUÇÃO DO RELATÓRIO SOBRE OS VÍDEOS ASSISTIDOS:

NOTÍCIAS DE UMA GUERRA PARTICULAR

QUAL É A RELAÇÃO QUE UM VÍDEO TEM HAVER COM O OUTRO?
OSPROJETOS SOCIAIS SÃO CAPAZES DE TRANSFORMAR OS ADOLESCENTES ENVOLVIDOS NO TRÁFICO?
O QUE LEVA UM JOVEM A SE ENVOLVER COM O TRÁFICO?
PARA AS COMUNIDADES DE BAIXA RENDA, O CRIME ORGANIZADO SUPRI AS NECESSIDADES DO ESTADO?
O INSTITUTO PADRE ZEFERINO CONTRIBUI PARA A RESOCIALIZAÇÃO DO JOVEM INFRATOR?
POLÍTICA DE SEGURANÇA PÚBLICA É ENTRAR NA FAVELA PARA COMBATER O TRÁFICO?
QUAL É A PROPOSTA POLÍTICA DO BOPE?
QUAL ERA PROPOSTA POLÍTICA DO COMANDO VERMELHO?

JUÍZO

AO CHAMAR A ATENÇÃO DO JOVEM INFRATOR, A JUÍZA DEMONSTRA TER CONHECIMENTO DAS CONSEGUÊNCIAS SOBRE CRIMINALIDADE, VIOLÊNCIA E POBREZA ?
o QUE LEVOU OS JOVENS INFRATORES A COMETER TAIS CRIMES?
O TRANSPORTE DOS JOVENS É DESUMANO? JUSTIFIQUE.
EMOCIONALMENTE VOCÊ SE IDENTIFICOU COM ALGUM JOVEM DO DOCUMENTÁRIO?
COMO VOCÊ SE SENTIRIA SE PASSASSE PELA “REVISTA” NA ENTRADA DO INSTITUTO PADRE SEVERINO?
O TRATAMENTO DADO AS MENINAS DEVERIA SER DIFERENCIADO?
VOCÊ CONCORDA COM OS ARGUMENTOS DA JUÍZA?
SE O SEU PAI TE ESPANCASSE QUASE TODO DIA, VOCÊ MATARIA O SEU PAI? JUSTIFIQUE.

Indicado para o 3° do ensino médio do Salesiano

terça-feira, 30 de março de 2010

ESTRATIFICAÇÃO SOCIAL

Estratificação Social
Objetivo: Descrever as desigualdades sociais existentes entre os indivíduos e os grupos sociais. As desigualdades estão relacionadas ao acesso aos bens materiais e aos bens simbólicos.
Sistemas de estratificação:
Os estados (relações pessoais de dever ou de obrigação)
Senhores – aristocracia e pequena nobreza rural;
Clero;
Povo: Mercadores (comerciantes), artesãos e servos.
Escravatura (sociedade patriarcal)
Proprietários brancos – senhores de engenho
Brancos livres;
Pardos claros: índios e mulatos mais escuros com brancos;
Pardos mais escuros
Pretos livres – “Crioulos”
Cativos – Mulatos, pretos crioulos e pretos africanos ou “de nação”.
Casta(não há mobilidade)
Brahmanes (sábios/sacerdotes)
Kshatriya (Guerreiros);
Vaishas (comerciantes);
Sudras (trabalhos manuais);
Párias (miseráveis).
Mobilidade social
Movimento ascendente e descendente dos indivíduos ou dos grupos sociais em termos de status sociais.
ALTA – Chance de alcançar uma posição mais elevada de classe social;
BAIXA – A sua posição fica congelada no status de seus antepassados.
Visão de A. Giddens:
VERTICAL – movimento ascendente e descendente na hierarquia de um sistema de estratificação;
HORIZONTAL – Movimento de posições sociais dentro da mesma camada social.
Coeficiente de GINI
Medidas de desigualdade mais utilizada pelos especialistas. O seu índice varia entre 0 – 1.
Quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade;
Quanto mais próximo do 0, maior a igualdade.


Aula indicada para o 2° ano do Ensino Médio do IDB.

BANDITISMO SOCIAL

Banditismo social
Para a sociedade moralista e sectária, bandido é qualquer um que pertença a um grupo de homens que atacam e roubam com violência, desde ladrões de esquina até rebeldes ou guerrilheiros organizados.
Os bandidos sociais (rebelião social) tem como origem o campo, são considerados criminosos pelo estado e pelo senhor das terras que trabalham, contudo a sua gente os considera como heróis, campeões, vingadores, justiceiros, líderes da libertação, homens admirados.
O grande paradigma/ícone internacional do banditismo social é o ROBIN WOOD.
O banditismo social mobiliza principalmente camponeses e trabalhadores sem terras, governados, oprimidos e explorados – por senhores, burgos, governos, advogados e bancos.
A sociedade camponesa tradicional é grande produtora de bandidos sociais.
Território do Banditismo social
O bandido social não oferece riscos para o seu próprio território. Quem invade é considerado inimigo. Especificamente ao território, os bandidos sociais ocupam: Áreas remotas e inacessíveis; montanhas e planícies; áreas pantanosas, florestas e rotas comerciais e locomoção dos viajantes.
Segundo Hobsbawm, propõe três formas principais:
Ladrão Nobre – Robin Hood
Haiduks – guerrilheiros e resistentes
Vingadores – semeiam terror. Ex: Lampião
Fim do banditismo social ?
A transição de uma economia pré-capitalista para uma economia capitalista, a transformação social poderá destruir completamente o tipo de sociedade agrária que dá origem aos bandidos, o tipo de campesinato que os sustenta.
Programa do Banditismo Social
Defesa ou restauração da ordem das tradicionais “como devem ser”. Corrigem os erros, desagravam as injustiças, aplicação de critérios de relações justas e equitativas entre os homens , entre ricos e pobres , os fartos e fracos.
Bandidos sociais são reformadores , mas podem se tornar revolucionários em duas situações:
1. Possibilidade de se tornar símbolo da resistência por parte de toda a ordem tradicional contra as forças que a desagregam ou a destroem;
2. Inerente à sociedade camponesa – o sonho com um mundo utópico.

Indicado para o 3°ano do Ensino Médio do IDB

terça-feira, 23 de março de 2010

CULTURA E SOCIEDADE

Cultura e Sociedade
1° ano do ensino médio do IDB

Cultura Brasileira

Miscigenação
Resultado da intensa mestiçagem entre índios, africanos, portugueses e imigrantes (franceses, holandeses, turcos, libaneses, alemães, italianos etc. - Sec.XIX)
Cultura que resulta da mistura não só de três etnias, mas de três culturas diferentes. Contudo, um traço comum os une: privilegiar o presente e não pensar no futuro do longo prazo.
Ex: Para os índios “a sobrevivência estava garantida e que a natureza forneceria tudo o que fosse necessário ao longo do ano inteiro”;
Para o africano - “mirar o futuro, em geral, só o fazia deparar com a triste perspectiva de consumir a vida num trabalho brutal, sem família, sem vida própria;
Para o português, a febre do ouro era uma aventura. Portugal chegou baixar uma lei restringindo a emigração para o Brasil para impedir o desvaziamento de Lisboa. Crença: “Não existe pecado do lado debaixo do equador.”

Leitura de texto complementar
Herança cultural do sobrenome – Ex: Cavalcante
Dado biológico: sangue indígena e sangue negro (mais da metade) – Projeto de Embranquecimento – Marques de Pombal;
Dado antropológico: A adaptação e a assimilação dos saberes coletivos indígenas e negros nos ajudavam a sobreviver no universo-padrão dos europeus (portugueses)
Para Gilberto Freyre a miscigenação é resultado da mistura sexual dos portugueses com as índias e assim sucessivamente. Viver no Brasil não era tão fácil quanto se parecia (olhar quadro da pág. 13)
Ler o diálogo com os alunos
Falar do Gilberto Freyre – importância dele para a sociologia brasileira e leitura de textos complementares

domingo, 7 de março de 2010

Pobreza e Exclusão – Aula II

Tipos:


  •  Pobreza clássica: carência de bens materiais e de recursos à sobrevivência;

  • Pobreza psicológica: sentimento de autodesvalorização das populações pobres em relação às ricas;

  • Pobreza social: impossibilidade da população pobre ter acesso aos mecanismos de êxito social, prestígio e relações sociais estruturadas e permanentes;

  • Pobreza política: incapacidade de certos grupos sociais terem qualquer participação efetiva na vida pública;

  • Pobreza tecnológica: pessoas que não possuem “alfabetização digital”.

 Teorias pessimistas (contrariando a abundância produtiva):  

  • Thomas Malthus e David Ricardo – Os recursos naturais do planeta se esgotariam e as populções seriam assoladas pela fome;

  •  Karl Marx – Constante e irreversível concentração de propriedade e riqueza;

  •  Alfred Marshall – Degradação dos níveis de vida da humanidade.

 Motivos do incomodismo social e estigmatização da pobreza:
  • Demonstra a ineficiência da administração do Estado;
  • Cresce a quantidade de pessoas excluídas;

  •  Temor que a população se organize e aja politicamente contra o sistema marginalizante;

  •  Sintoma evidente do malogro( fracasso, insucesso) de uma sociedade dita justa e solidária.
Exercito de Reserva

Conceito marxista: A população desempregada ou subempregada que vive na pobreza junto as grandes centros industriais representa uma força de manobra na constante luta entre trabalho e capital. O desemprego não é condição de quem não quer ou não está apto ao trabalho, mas resultado de uma inelasticidade na oferta de emprego.
 Dumping Social
Provocado pela globalização econômica, tem como objetivo tornar os preços mais competitivos no mercado internacional. Para isso, a uma redução drástica dos custos com mão-de-obra pelo emprego da mão-de-obra infantil e do trabalho temporário e informal. “Aumenta a quantidade de produtos e diminui a capacidade de consumo de um número cada vez mais crescente de pessoas”.

   
Exercício (Aplicação de conceitos)
Leia e analise a letra da música Haiti (Caetano Veloso e Gilberto Gil) e relacione com o conteúdo trabalhado na sala-de-aula até o momento.
  
Haiti

 Caetano Veloso/ Música: Gilberto Gil


 Quando você for convidado pra subir no adro da Fundação Casa de Jorge Amado/ Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos/ Dando porrada na nuca de malandros pretos/ De ladrões mulatos / E outros quase brancos/ Tratados como pretos/ Só pra mostrar aos outros quase pretos/ (E são quase todos pretos)/ E aos quase brancos pobres como pretos/ Como é que pretos, pobres e mulatos/ E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados/ E não importa se olhos do mundo inteiro possam estar por um momento voltados para o largo/ Onde os escravos eram castigados/ E hoje um batuque, um batuque com a pureza de meninos uniformizados/ De escola secundária em dia de parada/ E a grandeza épica de um povo em formação/ Nos atrai, nos deslumbra e estimula/ Não importa nada/ Nem o traço do sobrado, nem a lente do Fantástico/ Nem o disco de Paul Simon/ Ninguém/ Ninguém é cidadão/ Se você for ver a festa do Pelô/ E se você não for/ Pense no Haiti/ Reze pelo Haiti/ O Haiti é aqui/ O Haiti não é aqui/ E na TV se você vir um deputado em pânico/ Mal dissimulado/ Diante de qualquer, mas qualquer mesmo/ Qualquer qualquer// Plano de educação/Que pareça fácil/ Que pareça fácil e rápido/ E vá representar uma ameaça de democratização do ensino de primeiro grau/ E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital/ E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto/ E nenhum no marginal/ E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual/ Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco brilhante de lixo do Leblon/ E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo diante da chacina/ 111 presos indefesos/ Mas presos são quase todos pretos/ Ou quase pretos/ Ou quase brancos quase pretos de tão pobres/ E pobres são como podres/ E todos sabem como se tratam os pretos/ E quando você for dar uma volta no Caribe/ E quando for trepar sem camisinha/ E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba/ Pense no Haiti/ Reze pelo Haiti/ O Haiti é aqui/ O Haiti não é aqui.


Continuação do resumo do capítulo “Pobreza e Exclusão” do livro Sociologia – introdução à ciẽncia da sociedade (págs. 247 à 259)

Indicado para o 3° ano do Ensino Médio do Instituto Dom Bosco

segunda-feira, 1 de março de 2010

CLASSE MÉDIA

“(...)classe que defende o modo de vida das classes mais altas, mas não tem dinheiro para comprar a pouca liberdade que elas têm.”

Vamos inicialmente ver o que dizem os nossos artistas:
 Sebastião Nunes, em seu livro “Decálogo da Classe Média” expressa três leis sobre a classe média:
 
  • 1° LEI – A classe média tem medo da própria sombra e às avessas. Ou seja: A própria sombra tem medo da classe média.
  • 2° LEI – A classe média acende uma vela a Deus e outra ao Diabo.
  • 3° LEI – A classe média tem telhado de vidro, mas joga pedra no telhado do vizinho.
 Max Gonzaga. A sua música descreve a classe média de forma muito humorada.
  
Classe Média
  
Sou classe média
Papagaio de todo telejornal
Eu acredito
Na imparcialidade da revista semanal
Sou classe média
Compro roupa e gasolina no cartão
Odeio “coletivos”
E vou de carro que comprei a prestação
Só pago impostos
Estou sempre no limite do meu cheque especial
Eu viajo pouco, no máximo um pacote cvc tri-anual
Mais eu “to nem ai”
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não “to nem aqui”
Se morre gente ou tem enchente em itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Mas fico indignado com estado quando sou incomodado
Pelo pedinte esfomeado que me estende a mão
O pára-brisa ensaboado
É camelo, biju com bala
E as peripécias do artista malabarista do farol
Mas se o assalto é em moema
O assassinato é no “jardins”
A filha do executivo é estuprada até o fim
Ai a mídia manifesta a sua opinião regressa
De implantar pena de morte, ou reduzir a idade penal
E eu que sou bem informado concordo e faço passeata
Enquanto aumenta a audiência e a tiragem do jornal
Porque eu não “to nem ai”
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não “to nem aqui”
Se morre gente ou tem enchente em itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Toda tragédia só me importa quando bate em minha porta
Porque é mais fácil condenar quem já cumpre pena de vida
  
A vez da classe C: A nova classe média (FGV/Agência DM9DDB)
 
  • Detém maior fatia da renda nacional;
  • Cria novo padrão de consumo;
  • Baseado em novos padrões de consumo e culturais;
  • Característica socioculturais próprias;
  • Migração em massa da classe D e E;
  • Métodos básicos de produção e publicidade estão tendo como foco a nova classe média;
  Indagações:
  •   Será a classe média uma incognita social?
  •  Não seria uma camuflagem da desigualdade social?
  •  É condicente com a realidade social brasileira?
  •  A pesquisa a quem serve?
  •  Seria uma estratégia neoliberal?
 

Indicado para o 2° ano do Ensino Médio

 

domingo, 28 de fevereiro de 2010

UMA DEFINIÇÃO DE CULTURA

No passado ou no presente, nas mais diversas partes do globo, homens e mulheres nunca deixaram de se organizar em sociedade e de se questionar sobre si e sobre o mundo que os rodeia. Uma aura de mistério sempre rodeou os sítios arqueológicos das grandes civilizações do passado: os relevos das pirâmides mesoamericanas, os calendários dos povos do altiplano andino, os hieróglifos encontrados nas famosas tumbas dos faraós do Egito... Todos são descobrimentos que têm estimulado a imaginação dos homens e mulheres do presente, que colocam muitas questões em torno dos povos do passado, mas que não deixam a menor dúvida quanto à sofisticação do pensamento, da visão de mundo e das manifestações estéticas e culturais desses povos.
Não precisamos recuar tanto no tempo para encontrar diferentes formas de organização social e manifestações culturais: nossos antepassados agiam e pensavam de forma muito diversa da nossa. Num passado não muito distante, a situação da mulher no Brasil, por exemplo, era bastante distinta da atual. Os costumes de muitas famílias da nossa oligarquia rural exigiam que os pais escolhessem aquele que desposaria sua filha. Uma série de fatores influía na decisão dos pais e mães: desde alianças antigas entre as famílias, obrigações recíprocas, promessas feitas, às vezes, antes do nascimento dos filhos e filhas, até mesmo questões como o dote e os interesses econômicos, contando muito pouco o desejo dos filhos e das filhas. Hoje as coisas são bem diferentes e, embora uma série de elementos de diversas ordens interfira na escolha do/a parceiro/a, o desejo individual é representado pela coletividade como decisivo.
A diversidade das manifestações culturais se estende não só no tempo, mas também no espaço. Se dirigirmos o olhar para os diferentes continentes, encontraremos costumes que nos parecerão, à luz dos nossos, curiosos ou aberrantes. Do mesmo modo que os povos falam diferentes línguas, eles expressam das formas mais variadas os seus valores culturais. O nascimento de uma criança será festejado de forma variada se estivermos em São Paulo, na Guiné Bissau ou no norte da Suécia: a um mesmo fato aparente – o nascimento – diferentes culturas atribuem significados distintos que são perceptíveis por meio de suas manifestações.
No Brasil, nos deparamos com uma riqueza cultural extraordinária: 200 povos indígenas falando mais de 180 línguas diferentes. Cada nação indígena possui a sua maneira particular de ver o mundo, de organizar o espaço, de construir a sua casa e de marcar os momentos significativos da vida de uma pessoa. Longe de constituírem um todo homogêneo, os povos indígenas possuem particularidades culturais de cada grupo, embora haja uma série de características que os aproximem quando comparados com a sociedade nacional. Há mais de 2.200 comunidades remanescentes de quilombos no Brasil, com características geográficas distintas, com diferentes meios de produção e de organização social.

A surpresa pode marcar um olhar mais cuidadoso para o interior da nossa própria sociedade: se compararmos o campo com o meio urbano ou as diferentes regiões do país, nos daremos conta das diversidades existentes entre os seus habitantes. Falamos a mesma língua, porém com uma acentuada diferença tanto no que se refere ao vocabulário, quanto ao sotaque. Essa diferença, muitas vezes, pode criar dificuldades na comunicação entre homens e mulheres do campo e da cidade, ou entre pessoas de regiões distintas.
Noções como espaço e tempo também são marcadamente diferenciadas no campo e na cidade. A imensidão com a qual se deparam o sertanejo e a sertaneja ao se defrontarem com a paisagem local será marcante, da mesma forma que moradores de uma cidade como São Paulo, por exemplo, terão seu horizonte nublado por arranha-céus e viadutos. No campo, a relação com as estações do ano dá uma outra dimensão ao tempo: o sucesso na colheita, a época do plantio ou da procriação do rebanho são definidos pelos períodos de chuva ou seca, no caso de grande parte do Brasil, ou pelas estações do ano, no caso dos países frios e temperados.
As estações do ano criam, no campo, um outro calendário: temos festas relacionadas com as colheitas ou com as chuvas que chegam após uma longa estiagem, ou seja, na cidade ou no campo, a ação de homens e mulheres está presente, interferindo no espaço e o carregando de significado.
A cidade contemporânea, por outro lado, longe de ser o lugar da homogeneidade cultural, é marcada pelo encontro – e pelo conflito – de diferentes grupos. As diferenças são fruto não apenas das desigualdades sociais, já que encontramos mais diferenças do que as divisões entre
as classes sociais. A religião pode ser um bom exemplo: uma criança ou um/a jovem criado/a por pai e/ou mãe católicos que freqüentam uma Comunidade Eclesial de Base terá uma visão de mundo e um estilo marcado pelo fato de pertencerem a um dado grupo religioso, que certamente é muito diferente daquele de uma criança, sua vizinha, criada num meio umbandista
ou de freqüentadores da Igreja Universal do Reino de Deus. Essas crianças deverão conviver ainda com aquelas educadas em meios em que a religião não é relevante, ou mesmo em meios explicitamente ateus.
Também na cidade encontramos indivíduos de distintas origens. Há famílias recém-chegadas do campo que, portanto, não conhecem ou têm dificuldade de lidar com uma série de instrumentos característicos do meio urbano, como, por exemplo, o metrô, presente em algumas capitais, com suas escadas rolantes, portas automáticas, escuridão dos túneis e sinalizações
coloridas. Ao pedir uma informação, o sotaque e a atitude corporal dessas pessoas revelam a sua origem rural, podendo torná-las alvo de chacota e objeto de discriminação. Há ainda, a situação particular das crianças, que em suas casas falam outra língua que não a língua oficial usada na escola ou na rua. O fato de falarem mais de uma língua que seria, a princípio, uma vantagem pode se transformar num pesadelo para essas crianças, quando não são contempladas e respeitadas em suas particularidades. Essa é uma realidade comum em cidades que contam com a presença de grupos de imigrantes e de comunidades indígenas, por exemplo.
Existem ainda as diferenças entre gerações. Por exemplo, um adolescente ou mesmo uma criança de classe média urbana sabe usar o computador com facilidade e destreza, pois faz parte de seu universo social. Já seus pais, mães ou avós certamente terão dificuldade ou simplesmente não saberão utilizá-lo por terem sido socializados em um ambiente em que a informática não fazia parte do cotidiano. Uma cena comum nos bancos é encontrar pessoas impacientes com idosos e idosas que demoram ou têm dificuldade de realizar as operações bancárias nos caixas eletrônicos.
Acreditamos que podemos agora arriscar uma definição de cultura. Fenômeno unicamente humano, a cultura se refere à capacidade que os seres humanos têm de dar significado às suas ações e ao mundo que os rodeia. A cultura é compartilhada pelos indivíduos de um determinado grupo, não se referindo a um fenômeno individual. E como já vimos, cada grupo
de seres humanos, em diferentes épocas e lugares, atribui significados diferentes a coisas e passagens da vida aparentemente semelhantes.
A cultura, portanto, vai além de um sistema de costumes; é objeto de intervenção humana, que faz da vida uma obra de arte, inventável, legível, avaliável, interpretável.

Indicado para o 1° ano do Ensino Médio

Resumo do Capítulo Pobreza e Exclusão

O que gera a violência e a criminalidade?

A pobreza?
Como surgiu a pobreza?


Desigualdade humana presente desde os primórdios fundamentados pela distinção e discrimnação entre grupos sociais. “(...)a igualdade é antes de mais nada, uma utopia, um ideal ainda não vivido pela humanidade.” O que existe é uma distribuição desigual de bens materiais e simbólicos.


Contudo, por que a existência da pobreza na sociedade contemporânea é tão incômoda?

Razões da resistência:


 A sedimentação da idéia de que fazemos parte de uma totalidade que é a humanidade;
 Igualdade originada no universalismo católico, desenvolvida pelos princípios democráticos de organização política e reforçada pela expansão mundial do sistema capitalista industrial;
 O princípio de que todos os homens têm os mesmos direitos e são iguais perante a lei, fica cada vez mais difícil justificar as diferenças sociais;
 Crença no progresso;
 A desigualdade assume o caráter de privilégio de alguns e de injustiça para com outros;
 Pleno desenvolvimento da indústria de massa e crescente concentração de renda;
 O caráter consumista da vida social torna a distância social entre ricos e pobres ainda mais trágica e inaceitável;
 Consumismo e abundância: ideário do bem estar-social.


Quando falamos em crime, qual a opção que nos vem a cabeça?
(   )Moradores da Comunidade Baleeira,
(   )Moradores da Pelinca ou
(   ) Moradores de Farol

 “O papel social dos criminosos também ajuda a reforçar essa associação entre pobreza e criminalidade (...)”;
 Relação entre o crescimento da população e o aumento da criminalidade: populações expulsas do campo pela mecanização do trabalho agrícola, pela baixa produtividade do meio rural e pela concentração da terra;
 Inúmeros crimes não são denunciados;
 As estatísticas apenas expõem aquela população considerada “suspeita sistemática”-população pobre estigmatizada;
 Prática policial preconceituosa mais desproteção das classes subalternas.

  Indicado para o 3° ano do Ensino Médio
                                    do Livro Sociologia – Introdução à ciência da sociedade de Cristina Costa (págs. 247 à 259)