terça-feira, 29 de junho de 2010
PROJETO VOZ ATIVA DOS ESTUDANTES (CAMPANHA ELEITORAL)
Principais propostas partidárias:
2° ano A
Partido do Arroz – Nivela mento da grade escolar
Partido da Organização Escolar – aulas mais interativas
Partido Político do Salesiano – Cantina – preços mais baixos
Partido dos Direitos Estudantis – fim das cotas para os negros
Partido Independente dos Políticos – Espaço para poder se expressar e falar.
2° ano A
Partido do Arroz – Nivela mento da grade escolar
Partido da Organização Escolar – aulas mais interativas
Partido Político do Salesiano – Cantina – preços mais baixos
Partido dos Direitos Estudantis – fim das cotas para os negros
Partido Independente dos Políticos – Espaço para poder se expressar e falar.
domingo, 9 de maio de 2010
PERGUNTAS-RELATÓRIO (1° ANO)
Perguntas que podem orientar a produção do relatório:
1.Existe alguma relação do vídeo assistido com o patrimônio cultural? Por que? Explique.
2.O “cemitério dos pretos novos” tem alguma relação com o assunto tratado durante a 1 etapa? Por que? Explique.
3.O vídeo provocou algum sentimento em você?
4.Quais são as suas ponderações sobre o assunto “Cemitério dos Pretos Novos” ?
Para maiores informações existem outros vídeos no www.youtube.com sobre o cemitério dos pretos novos
PERGUNTAS-RELATÓRIO (3° ANO)
PERGUNTAS QUE PODEM AJUDAR NA PRODUÇÃO DO RELATÓRIO SOBRE OS VÍDEOS ASSISTIDOS:
NOTÍCIAS DE UMA GUERRA PARTICULAR
QUAL É A RELAÇÃO QUE UM VÍDEO TEM HAVER COM O OUTRO?
OSPROJETOS SOCIAIS SÃO CAPAZES DE TRANSFORMAR OS ADOLESCENTES ENVOLVIDOS NO TRÁFICO?
O QUE LEVA UM JOVEM A SE ENVOLVER COM O TRÁFICO?
PARA AS COMUNIDADES DE BAIXA RENDA, O CRIME ORGANIZADO SUPRI AS NECESSIDADES DO ESTADO?
O INSTITUTO PADRE ZEFERINO CONTRIBUI PARA A RESOCIALIZAÇÃO DO JOVEM INFRATOR?
POLÍTICA DE SEGURANÇA PÚBLICA É ENTRAR NA FAVELA PARA COMBATER O TRÁFICO?
QUAL É A PROPOSTA POLÍTICA DO BOPE?
QUAL ERA PROPOSTA POLÍTICA DO COMANDO VERMELHO?
JUÍZO
AO CHAMAR A ATENÇÃO DO JOVEM INFRATOR, A JUÍZA DEMONSTRA TER CONHECIMENTO DAS CONSEGUÊNCIAS SOBRE CRIMINALIDADE, VIOLÊNCIA E POBREZA ?
o QUE LEVOU OS JOVENS INFRATORES A COMETER TAIS CRIMES?
O TRANSPORTE DOS JOVENS É DESUMANO? JUSTIFIQUE.
EMOCIONALMENTE VOCÊ SE IDENTIFICOU COM ALGUM JOVEM DO DOCUMENTÁRIO?
COMO VOCÊ SE SENTIRIA SE PASSASSE PELA “REVISTA” NA ENTRADA DO INSTITUTO PADRE SEVERINO?
O TRATAMENTO DADO AS MENINAS DEVERIA SER DIFERENCIADO?
VOCÊ CONCORDA COM OS ARGUMENTOS DA JUÍZA?
SE O SEU PAI TE ESPANCASSE QUASE TODO DIA, VOCÊ MATARIA O SEU PAI? JUSTIFIQUE.
Indicado para o 3° do ensino médio do Salesiano
terça-feira, 30 de março de 2010
ESTRATIFICAÇÃO SOCIAL
Estratificação Social
Objetivo: Descrever as desigualdades sociais existentes entre os indivíduos e os grupos sociais. As desigualdades estão relacionadas ao acesso aos bens materiais e aos bens simbólicos.
Sistemas de estratificação:
Os estados (relações pessoais de dever ou de obrigação)
Senhores – aristocracia e pequena nobreza rural;
Clero;
Povo: Mercadores (comerciantes), artesãos e servos.
Escravatura (sociedade patriarcal)
Proprietários brancos – senhores de engenho
Brancos livres;
Pardos claros: índios e mulatos mais escuros com brancos;
Pardos mais escuros
Pretos livres – “Crioulos”
Cativos – Mulatos, pretos crioulos e pretos africanos ou “de nação”.
Casta(não há mobilidade)
Brahmanes (sábios/sacerdotes)
Kshatriya (Guerreiros);
Vaishas (comerciantes);
Sudras (trabalhos manuais);
Párias (miseráveis).
Mobilidade social
Movimento ascendente e descendente dos indivíduos ou dos grupos sociais em termos de status sociais.
ALTA – Chance de alcançar uma posição mais elevada de classe social;
BAIXA – A sua posição fica congelada no status de seus antepassados.
Visão de A. Giddens:
VERTICAL – movimento ascendente e descendente na hierarquia de um sistema de estratificação;
HORIZONTAL – Movimento de posições sociais dentro da mesma camada social.
Coeficiente de GINI
Medidas de desigualdade mais utilizada pelos especialistas. O seu índice varia entre 0 – 1.
Quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade;
Quanto mais próximo do 0, maior a igualdade.
Objetivo: Descrever as desigualdades sociais existentes entre os indivíduos e os grupos sociais. As desigualdades estão relacionadas ao acesso aos bens materiais e aos bens simbólicos.
Sistemas de estratificação:
Os estados (relações pessoais de dever ou de obrigação)
Senhores – aristocracia e pequena nobreza rural;
Clero;
Povo: Mercadores (comerciantes), artesãos e servos.
Escravatura (sociedade patriarcal)
Proprietários brancos – senhores de engenho
Brancos livres;
Pardos claros: índios e mulatos mais escuros com brancos;
Pardos mais escuros
Pretos livres – “Crioulos”
Cativos – Mulatos, pretos crioulos e pretos africanos ou “de nação”.
Casta(não há mobilidade)
Brahmanes (sábios/sacerdotes)
Kshatriya (Guerreiros);
Vaishas (comerciantes);
Sudras (trabalhos manuais);
Párias (miseráveis).
Mobilidade social
Movimento ascendente e descendente dos indivíduos ou dos grupos sociais em termos de status sociais.
ALTA – Chance de alcançar uma posição mais elevada de classe social;
BAIXA – A sua posição fica congelada no status de seus antepassados.
Visão de A. Giddens:
VERTICAL – movimento ascendente e descendente na hierarquia de um sistema de estratificação;
HORIZONTAL – Movimento de posições sociais dentro da mesma camada social.
Coeficiente de GINI
Medidas de desigualdade mais utilizada pelos especialistas. O seu índice varia entre 0 – 1.
Quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade;
Quanto mais próximo do 0, maior a igualdade.
Aula indicada para o 2° ano do Ensino Médio do IDB.
BANDITISMO SOCIAL
Banditismo social
Para a sociedade moralista e sectária, bandido é qualquer um que pertença a um grupo de homens que atacam e roubam com violência, desde ladrões de esquina até rebeldes ou guerrilheiros organizados.
Os bandidos sociais (rebelião social) tem como origem o campo, são considerados criminosos pelo estado e pelo senhor das terras que trabalham, contudo a sua gente os considera como heróis, campeões, vingadores, justiceiros, líderes da libertação, homens admirados.
O grande paradigma/ícone internacional do banditismo social é o ROBIN WOOD.
O banditismo social mobiliza principalmente camponeses e trabalhadores sem terras, governados, oprimidos e explorados – por senhores, burgos, governos, advogados e bancos.
A sociedade camponesa tradicional é grande produtora de bandidos sociais.
Território do Banditismo social
O bandido social não oferece riscos para o seu próprio território. Quem invade é considerado inimigo. Especificamente ao território, os bandidos sociais ocupam: Áreas remotas e inacessíveis; montanhas e planícies; áreas pantanosas, florestas e rotas comerciais e locomoção dos viajantes.
Segundo Hobsbawm, propõe três formas principais:
Ladrão Nobre – Robin Hood
Haiduks – guerrilheiros e resistentes
Vingadores – semeiam terror. Ex: Lampião
Fim do banditismo social ?
A transição de uma economia pré-capitalista para uma economia capitalista, a transformação social poderá destruir completamente o tipo de sociedade agrária que dá origem aos bandidos, o tipo de campesinato que os sustenta.
Programa do Banditismo Social
Defesa ou restauração da ordem das tradicionais “como devem ser”. Corrigem os erros, desagravam as injustiças, aplicação de critérios de relações justas e equitativas entre os homens , entre ricos e pobres , os fartos e fracos.
Bandidos sociais são reformadores , mas podem se tornar revolucionários em duas situações:
1. Possibilidade de se tornar símbolo da resistência por parte de toda a ordem tradicional contra as forças que a desagregam ou a destroem;
2. Inerente à sociedade camponesa – o sonho com um mundo utópico.
Indicado para o 3°ano do Ensino Médio do IDB
terça-feira, 23 de março de 2010
CULTURA E SOCIEDADE
Cultura e Sociedade
1° ano do ensino médio do IDB
Cultura Brasileira
Miscigenação
Resultado da intensa mestiçagem entre índios, africanos, portugueses e imigrantes (franceses, holandeses, turcos, libaneses, alemães, italianos etc. - Sec.XIX)
Cultura que resulta da mistura não só de três etnias, mas de três culturas diferentes. Contudo, um traço comum os une: privilegiar o presente e não pensar no futuro do longo prazo.
Ex: Para os índios “a sobrevivência estava garantida e que a natureza forneceria tudo o que fosse necessário ao longo do ano inteiro”;
Para o africano - “mirar o futuro, em geral, só o fazia deparar com a triste perspectiva de consumir a vida num trabalho brutal, sem família, sem vida própria;
Para o português, a febre do ouro era uma aventura. Portugal chegou baixar uma lei restringindo a emigração para o Brasil para impedir o desvaziamento de Lisboa. Crença: “Não existe pecado do lado debaixo do equador.”
Leitura de texto complementar
Herança cultural do sobrenome – Ex: Cavalcante
Dado biológico: sangue indígena e sangue negro (mais da metade) – Projeto de Embranquecimento – Marques de Pombal;
Dado antropológico: A adaptação e a assimilação dos saberes coletivos indígenas e negros nos ajudavam a sobreviver no universo-padrão dos europeus (portugueses)
Para Gilberto Freyre a miscigenação é resultado da mistura sexual dos portugueses com as índias e assim sucessivamente. Viver no Brasil não era tão fácil quanto se parecia (olhar quadro da pág. 13)
Ler o diálogo com os alunos
Falar do Gilberto Freyre – importância dele para a sociologia brasileira e leitura de textos complementares
1° ano do ensino médio do IDB
Cultura Brasileira
Miscigenação
Resultado da intensa mestiçagem entre índios, africanos, portugueses e imigrantes (franceses, holandeses, turcos, libaneses, alemães, italianos etc. - Sec.XIX)
Cultura que resulta da mistura não só de três etnias, mas de três culturas diferentes. Contudo, um traço comum os une: privilegiar o presente e não pensar no futuro do longo prazo.
Ex: Para os índios “a sobrevivência estava garantida e que a natureza forneceria tudo o que fosse necessário ao longo do ano inteiro”;
Para o africano - “mirar o futuro, em geral, só o fazia deparar com a triste perspectiva de consumir a vida num trabalho brutal, sem família, sem vida própria;
Para o português, a febre do ouro era uma aventura. Portugal chegou baixar uma lei restringindo a emigração para o Brasil para impedir o desvaziamento de Lisboa. Crença: “Não existe pecado do lado debaixo do equador.”
Leitura de texto complementar
Herança cultural do sobrenome – Ex: Cavalcante
Dado biológico: sangue indígena e sangue negro (mais da metade) – Projeto de Embranquecimento – Marques de Pombal;
Dado antropológico: A adaptação e a assimilação dos saberes coletivos indígenas e negros nos ajudavam a sobreviver no universo-padrão dos europeus (portugueses)
Para Gilberto Freyre a miscigenação é resultado da mistura sexual dos portugueses com as índias e assim sucessivamente. Viver no Brasil não era tão fácil quanto se parecia (olhar quadro da pág. 13)
Ler o diálogo com os alunos
Falar do Gilberto Freyre – importância dele para a sociologia brasileira e leitura de textos complementares
domingo, 7 de março de 2010
Pobreza e Exclusão – Aula II
Tipos:
Motivos do incomodismo social e estigmatização da pobreza:
Haiti
Pobreza clássica: carência de bens materiais e de recursos à sobrevivência;
Pobreza psicológica: sentimento de autodesvalorização das populações pobres em relação às ricas;
Pobreza social: impossibilidade da população pobre ter acesso aos mecanismos de êxito social, prestígio e relações sociais estruturadas e permanentes;
Pobreza política: incapacidade de certos grupos sociais terem qualquer participação efetiva na vida pública;
Pobreza tecnológica: pessoas que não possuem “alfabetização digital”.
Teorias pessimistas (contrariando a abundância produtiva):
Thomas Malthus e David Ricardo – Os recursos naturais do planeta se esgotariam e as populções seriam assoladas pela fome;
Karl Marx – Constante e irreversível concentração de propriedade e riqueza;
Alfred Marshall – Degradação dos níveis de vida da humanidade.
Motivos do incomodismo social e estigmatização da pobreza:
- Demonstra a ineficiência da administração do Estado;
- Cresce a quantidade de pessoas excluídas;
Temor que a população se organize e aja politicamente contra o sistema marginalizante;
Sintoma evidente do malogro( fracasso, insucesso) de uma sociedade dita justa e solidária.
Conceito marxista: A população desempregada ou subempregada que vive na pobreza junto as grandes centros industriais representa uma força de manobra na constante luta entre trabalho e capital. O desemprego não é condição de quem não quer ou não está apto ao trabalho, mas resultado de uma inelasticidade na oferta de emprego.
Dumping Social
Provocado pela globalização econômica, tem como objetivo tornar os preços mais competitivos no mercado internacional. Para isso, a uma redução drástica dos custos com mão-de-obra pelo emprego da mão-de-obra infantil e do trabalho temporário e informal. “Aumenta a quantidade de produtos e diminui a capacidade de consumo de um número cada vez mais crescente de pessoas”.
Exercício (Aplicação de conceitos)
Leia e analise a letra da música Haiti (Caetano Veloso e Gilberto Gil) e relacione com o conteúdo trabalhado na sala-de-aula até o momento.
Caetano Veloso/ Música: Gilberto Gil
Quando você for convidado pra subir no adro da Fundação Casa de Jorge Amado/ Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos/ Dando porrada na nuca de malandros pretos/ De ladrões mulatos / E outros quase brancos/ Tratados como pretos/ Só pra mostrar aos outros quase pretos/ (E são quase todos pretos)/ E aos quase brancos pobres como pretos/ Como é que pretos, pobres e mulatos/ E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados/ E não importa se olhos do mundo inteiro possam estar por um momento voltados para o largo/ Onde os escravos eram castigados/ E hoje um batuque, um batuque com a pureza de meninos uniformizados/ De escola secundária em dia de parada/ E a grandeza épica de um povo em formação/ Nos atrai, nos deslumbra e estimula/ Não importa nada/ Nem o traço do sobrado, nem a lente do Fantástico/ Nem o disco de Paul Simon/ Ninguém/ Ninguém é cidadão/ Se você for ver a festa do Pelô/ E se você não for/ Pense no Haiti/ Reze pelo Haiti/ O Haiti é aqui/ O Haiti não é aqui/ E na TV se você vir um deputado em pânico/ Mal dissimulado/ Diante de qualquer, mas qualquer mesmo/ Qualquer qualquer// Plano de educação/Que pareça fácil/ Que pareça fácil e rápido/ E vá representar uma ameaça de democratização do ensino de primeiro grau/ E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital/ E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto/ E nenhum no marginal/ E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual/ Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco brilhante de lixo do Leblon/ E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo diante da chacina/ 111 presos indefesos/ Mas presos são quase todos pretos/ Ou quase pretos/ Ou quase brancos quase pretos de tão pobres/ E pobres são como podres/ E todos sabem como se tratam os pretos/ E quando você for dar uma volta no Caribe/ E quando for trepar sem camisinha/ E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba/ Pense no Haiti/ Reze pelo Haiti/ O Haiti é aqui/ O Haiti não é aqui.
Continuação do resumo do capítulo “Pobreza e Exclusão” do livro Sociologia – introdução à ciẽncia da sociedade (págs. 247 à 259)
Indicado para o 3° ano do Ensino Médio do Instituto Dom Bosco
segunda-feira, 1 de março de 2010
CRÍTICA A NOVA CLASSE MÉDIA
Os apartheids reais e camuflados do Brasil
“(...)
O Brasil nunca superou os apartheids social, político, econômico e racial que herdou do período colonial. Em todos os poros da sociedade brasileira respira-se essa divisão real e camuflada. Nós temos uma educação pública (ensino básico) de péssima qualidade voltada para as famílias de baixa renda, enquanto que os ricos frequentam escolas particulares bem equipadas. O mesmo se reproduz na área da saúde, pública e decadente para os pobres, privada e de boa qualidade para os ricos. E quando há algo de bom na área pública - as universidades federais, por exemplo - é apropriado pelo ricos.
Mas, pior do que os muitos apartheids brasileiros não é a constatação da sua existência. O pior mesmo é a forma acomodada com que a população pobre e mesmo a chamada classe média aceita essas desigualdades. São muito frágeis os brados de protesto, de luta e de resistência, infelizmente. Notícias de corrupção por toda parte, favorecimento a banqueiros e empreiteiros, de agressão aos movimentos sociais, de perseguição a quem se revolte contra essas realidades viram espetáculo midiático que termina na semana seguinte, quando a TV Globo troca o assunto para os Big Brotheres e seus afins. Há uma cultura de aceitação, combinada com o medo, a manipulação, a alienação e os interesses individuais estimulados pelo sistema capitalista - que nos torna cúmplices, gostemos ou não, de toda essa trágica realidade.
Ao mesmo tempo, há um conluio invisível e público entre os setores dominantes do grande empresariado, da mídia como parte deste, do latifúndio, dos agentes dos altos escalões dos poderes constituídos e da força militar que dita as normas ao arrepio de qualquer lei. Um núcleo pequeno de pessoas, numericamente falando, que perpassa os diversos partidos políticos e articula setores orgânicos da intelectualidade vendida, conseguindo com isso manter o controle sobre a economia do país, sobre os meios de comunicação, sobre os espaços que deveriam ser públicos e sobre a força militar, usada quando seus interesses estão ameaçados.
Da parte majoritária da população, que produz as riquezas sociais, as lutas são pulverizadas e ocasionais, movidas ora por pequenos interesses individuais ou de pequenos grupos, embora legítimos, ora por algum ocasional modismo, combinado com a aceitação tácita ou explícita do status vigente. Mas não há uma visão e uma perspectiva clara de combate auto-organizado e sistemático ao núcleo duro do poder. No lugar disso, manifesta-se uma subserviência intelectual e prática de uma massa numericamente gigante em relação ao pequeno núcleo dominante.
Os apartheids do Brasil algum dia podem até desaparcer, não duvido, mas não será pela benevolência dos de cima, mas somente quando a maioria dos de baixo decidir finalmente cobrar a sua parte.”
Euler Conrado
Indicado para o 2° ano do Ensino Médio
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