quinta-feira, 7 de novembro de 2013

ATIVIDADE SOBRE A MÚSICA INCLASSIFICÁVEIS DE ARNALDO ANTUNES

Inclassificáveis
(Arnaldo Antunes)

"Que preto, que branco, que índio o quê?
que branco, que índio, que preto o quê?
que índio, que preto, que branco o quê?

que preto branco índio o quê?
branco índio preto o quê?
índio preto branco o quê?

aqui somos mestiços mulatos
cafuzos pardos mamelucos sararás
crilouros guaranisseis e judárabes

orientupis orientupis
ameriquítalos luso nipo caboclos
orientupis orientupis
iberibárbaros indo ciganagôs

somos o que somos
inclassificáveis

não tem um, tem dois,
não tem dois, tem três,
não tem lei, tem leis,
não tem vez, tem vezes,
não tem deus, tem deuses,

não há sol a sós

aqui somos mestiços mulatos
cafuzos pardos tapuias tupinamboclos
americarataís yorubárbaros

somos o que somos
inclassificáveis

que preto, que branco, que índio o quê?
que branco, que índio, que preto o quê?
que índio, que preto, que branco o quê?

não tem um, tem dois,
não tem dois, tem três,
não tem lei, tem leis,
não tem vez, tem vezes,
não tem deus, tem deuses,
não tem cor, tem cores,
não há sol a sós

egipciganos tupinamboclos
yorubárbaros carataís
caribocarijós orientapuias
mamemulatos tropicaburés
chibarrosados mesticigenados
oxigenados debaixo do sol"

Questões relativa a musica:

  • Quais são os instrumentos você ouve durante a música?

  • Após analisar a letra da música, responda: Por que somos inclassificavéis?

  • Relacione a ideia principal desta música à necessidade da valorização da cultura indígena na sociedade brasileira.

Responda nas linhas abaixo:

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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

QUANTO VALE OU É POR QUILO: QUANDO A MISÉRIA DÁ LUCRO

Novo filme de Sérgio Bianchi dispara contra corrupção das ONG´s, mas também contra



Há cinco anos, com o filme “Cronicamente inviável”, o diretor Sérgio Bianchi disparou sua metralhadora giratória contra as muitas mazelas da sociedade brasileira: da hipocrisia da classe média ao tráfico de órgãos humanos. Agora, com “Quanto vale ou é por quilo”, a história não é muito diferente. São poucas as instituições da sociedade brasileira que saem ilesas do filme, mas são as “Organizações Não-Governamentais”, as ONG’s, que são mortalmente feridas pelo filme de Bianchi.

Tendo como ponto de partida o conto “Pai contra mãe”, de Machado de Assis, e traçando paralelos entre histórias reais (retiradas do Arquivo Nacional), envolvendo os desmandos e abusos que marcavam as relações entre senhores e escravos, por volta de 1790, e o dia-a-dia de uma empresa patrocinadora de projetos como “Informática na Periferia”, “Sorriso de Criança” e “Projeto Alegria”, o filme de Bianchi descortina o quanto de corrupção e falcatruas existe nesse setor que, nas palavras de um personagem, vive de “faturar em cima da permanência da miséria”.

Um setor que, também segundo dados apresentados no filme, é composto por mais de 20 mil entidades que movimentam nada menos do que U$ 100 milhões por ano.

Dieta na consciência
É inegável que dentre as milhares de organizações (que, diga-se de passagem, surgiram e se proliferam devido à total ausência do Estado na área social) e os milhões de funcionários e voluntários que elas empregam, há gente e entidades honestas, mas também é impossível negar que muitos são aqueles que se utilizam de ONG’s para obter altos lucros, desviar verbas públicas, lavar dinheiro sujo ou acobertar negócios escusos. 

Tudo isso é escancarado no filme, com também algumas tantas outras facetas não menos asquerosas de toda essa história: desde a “disputa”, entre diferentes entidades, pelos miseráveis até a relação que gente endinheirada mantém com entidades filantrópicas. Particularmente no que se refere a esse ponto, o filme é de um sarcasmo brilhante ao mostrar como muita gente faz do assistencialismo uma forma de expiar suas culpas e promover uma “dieta na consciência”, como afirma uma “perua com consciência social”, que aparece no filme.

A liberdade de consumir
Apesar de estarem no centro da história, as ONG’s não são as únicas atingidas por “Quanto vale ou é por quilo”. Sobram disparos para praticamente todas as instituições da democracia burguesa. Uma sociedade que é brilhantemente definida pelo personagem de Lázaro Ramos, um bandido extremamente bem-articulado: “a liberdade de consumir é a única e verdadeira funcionabilidade da democracia”.

Todo resto é uma farsa ou pura maquinação que se volta contra o povo, seja com a escravidão nos séculos passados, seja pela manutenção de um exército de miseráveis, hoje presos às correntes da “modernidade”: a fome, o desemprego, a falta de acesso a quase tudo. Uma situação que transforma a população mais carente em meras peças num jogo que envolve entidades desonestas, órgãos governamentais e empresas, que descobriram que é sempre possível lucrar com a miséria.

No filme, a enorme rede de falcatruas surge em uma excelente cena no Teatro Municipal de São Paulo, onde se realiza uma “festa solidária” para homenagear os que se destacaram no setor. Entre um gole de champanhe e uma beliscada no canapé de caviar, “ongueiros” e seus parceiros discutem como se beneficiar das Parcerias Público-Privada, o inflacionamento do valor das propinas pagas aos órgãos públicos e a lucratividade do setor. 

Também nessa festa, o personagem de Caco Ciocler, um dos donos da entidade, aproveita para contratar o assassinato de uma líder comunitária que está ameaçando seus interesses. Enquanto isso, mais uma vez, o “povo” é engambelado. 

A total falta de perspectiva
Como geralmente acontece nos filmes de Sérgio Bianchi, o povo surge vitimado pela total falta de perspectivas, “escravos sem dono”, encurralados pelo Estado ausente, o assistencialismo corrupto e a violência por todos os lados.

Uma violência apresentada de forma excepcional. Traçando um paralelo entre os negros capitães do mato que capturavam escravos fugitivos (num episódio baseado no conto de Machado de Assis) e os matadores de aluguel que, hoje, fazem o serviço sujo para a burguesia e os órgãos de repressão, eliminando gente “rebelde” ou chacinando jovens na periferia, Bianchi ainda lança um disparo certeiro contra a polícia e suas práticas assassinas.

Permeado por cenas fortes e bem-construídas, e com uma excelente trilha sonora, “Quanto vale” é, certamente, uma agradável exceção em meio à mesmice das produções hollywoodianas e a infinidade de bobagens descartáveis que invadem as telas de cinema país afora. Apesar do característico ceticismo do diretor, o filme é uma denúncia contundente do capitalismo e suas mazelas.

Aliás, no filme, a quase total falta de perspectiva dos personagens pobres é, de certa forma, amenizada pela personagem Arminda, que denuncia o superfaturamento de um dos projetos. Dela surge, a princípio, alguma possibilidade de resistência e luta. Contudo, é o “bandido consciente” de Lázaro Ramos que Bianchi usa em uma impagável comparação para transmitir seu hilário cinismo, ao estabelecer semelhanças entre os seqüestros e os métodos de “captação de recursos” e “redistribuição de renda” praticados pelas ONG’s. Trata-se de um comentário que torna ainda mais impactante os “dois finais apresentados no filme. 



UM DEBATE SOBRE A POBREZA

A minha coluna que está hoje na revista Amanhã, encartada no jornal O Globo:

Anoitece no Camboja. Numa aldeia muito pobre, num barraco improvisado de madeira, o menino Pisey, de 12 anos, ajuda sua irmã de 5 a se banhar com uma pequena lata de banha. A mãe Neang, uma mulher de 36 anos, aidética e grávida, precisou deixar sozinhas as duas crianças para ir ao médico usando uma espécie de mototaxi. Antes de sair, pediu ao filho que cuidasse da menina e prometeu trazer um doce. A pequena chorou e foi consolada carinhosamente pelo irmão. Pisey não está na escola porque precisa catar lixo para a família sobreviver, já que o pai, que vivia arranjando amantes e batendo em sua mãe, abandonou a família. Pisey conta isso chorando, com um olhar adulto. Naquele dia, Neang voltaria mais tarde. Dias depois, internou-se de vez para ter outra filha, LyLy, que morreu com dois meses de causa ignorada. No Camboja, a expectativa de vida é de 65 anos e uma criança, quando nasce, tem mais chance de ser desnutrida do que de frequentar a escola. Neang e Pisey são dois personagens do documentário “Bem-vindo ao Mundo” que o Canal Futura vai apresentar na segunda-feira, dia 26, às 21h30m. E faz parte de um megaprojeto chamado “Por que pobreza? (Why poverty?), da ONG internacional Steps International. Este é o segundo filme da série, que começa no dia 25, domingo, com a animação “A História da Pobreza”.

“Bem-vindo ao Mundo” tem cenas bem fortes. É difícil ver crianças serem tiradas mortas das barrigas de mulheres semimortas ou assistir a dor de mulheres que chegam aos hospitais, dias depois de entrarem em trabalho de parto, já com o útero em frangalhos e com morte iminente. Mas, mais difícil ainda, é tentar responder à pergunta-chave: “Por que pobreza?”. A ideia dos documentários é justamente tentar fornecer subsídios para essa reflexão. Na série de entrevistas que vão permeando as imagens, surge uma dica indiscutível: dinheiro tem, o que falta é distribuí-lo.

Dados recentes dão conta de que 130 milhões de bebês nascem a cada ano mas, dependendo do lugar onde nascem, a criança já pode se considerar vitoriosa ou semimorta. “Eu terei muitos filhos porque sou pobre. Talvez um deles se torne alguém importante e me tire da pobreza”, diz uma personagem. Essa imobilidade social lembra o sistema feudal dos séculos X a XII, quando as pessoas nascidas numa família viravam posse de senhores e nunca mais conseguiam sair dessa situação. É uma realidade com a qual precisamos conviver hoje, na era globalizada. E está, assim, aceito o desafio proposto pelo programa de documentários que termina em dezembro: fazer refletir.

“Bem-vindo ao Mundo” mostra histórias sofridas de mães em três lugares: Serra Leoa, na África; Camboja, na Indochina e Estados Unidos. Sim, a maior potência do planeta está em apuros com relação à sua crescente taxa de mortalidade materna e ao número de crianças desabrigadas em seu território: 1,6 milhões, segundo dados mais recentes. A mãe americana do filme se chama Starr, tem outros três filhos e atualmente é uma sem teto porque perdeu a casa na crise de 2008. Já perto de dar à luz, ela e o marido procuram ajuda no centro que faz Pré-natal para mulheres desabrigadas. Com as sacolas de plástico cheias de roupinhas e fraldas, os dois andam pelas ruas de cabeça erguida: “Nunca pensei que isso pudesse acontecer comigo, mas aconteceu”. Há 22 anos, diz a diretora do Centro, Marta Ryan, eram 72 mulheres atendidas por ano e hoje são mais de 500.

Em termos de mortalidade infantil, segundo o documentário, o melhor país para se nascer é Cingapura e o pior é Serra Leoa. A personagem africana, Hawa, mora numa aldeia chamada Bengie e tem 25 anos. A parteira da aldeia se queixa porque o governo decidiu terminar com os partos feitos em casa e parou de mandar suprimentos ao local. Mas sempre é possível driblar o comando e foi o que a parteira fez. O filho de Hawa nasceu em suas mãos, saudável, e assim começou sua luta pela sobrevivência. Michael, nome dado ao menino, tem sobre os ombros uma forte desvantagem: em seu continente, 82 a cada mil bebês morrem antes de completar 1 ano. Na Europa, essa relação é de 6 para cada mil.

Por sorte conseguimos ampliar no mundo o acesso a este tipo de documentário, que recomendo fortemente. É informação in natura.


Amélia Gonzalez (http://oglobo.globo.com/blogs/razaosocial/posts/2012/11/20/um-debate-sobre-pobreza-475658.asp)


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

ATIVIDADE DE SOCIOLOGIA 1º ANO (COLÉGIO RESENDE/CEPBN)


Atividade de Sociologia

Baseado nas últimas aulas e no vídeo que assistimos sobre a cultura indígena, respondam:
1.    Da cultura indígena brasileira observada o que mais de causou desconforto? Argumente.
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2.    Por que a cultura indígena pode ser considerada uma cultura pura?
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3.    O documentário baseado na obra do antropólogo Darcy Ribeiro nos coloca diante da possibilidade de pensar que existem formas diversas de ver o mundo e demonstra que é possível conviver com as diferenças e não se deve definir uma cultura como superior às outras. O que você pensa sobre isso? Dê seus argumentos.

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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

PROBLEMAS SOCIAIS DEFINIDOS PELOS PARTIDOS - PROJETO A VOZ DOS ESTUDANTES


PARTIDO ROXO 

ANDRESSA S.
ANDRIELLY
BRUNA MENEZES
DOUGLAS FERREIRA
FRANCINE NOGUEIRA

PROBLEMAS SOCIAIS:
TRANSPORTE PÚBLICO – SUPERLOTAÇÃO, MELHORIA NO OFERECIMENTO DE SERVIÇO (AUMENTO DE FROTA)
HOSPITAIS – VALORIZAÇÃO E MELHORIA DOS HOSPITAIS MUNICIPAIS
SANEAMENTO BÁSICO – TUDO
LIMPEZA DAS RUAS – LIXO EM EXCESSO
TRANSPARÊNCIA POLITICA – PRESTAÇÃO DE CONTAS

PDE – PARTIDO DEMOCRATA ESTUDANTIL 

ADEMIR SOARES
GABRIEL LEAL
LUANA OLIVEIRA
LUCAS DE SOUZA
THOMAS RODRIGUES

PROBLEMAS SOCIAIS:
HORÁRIO DE ENTRADA E SAÍDA;
CONDIÇÕES DE ESTUDO EM SALA DE AULA;
HIGIENE (LIMPEZA E INFRAESTRUTURA EM GERAL);
VERBAS (DIREITO DE CONHECIMENTO DE QUANTO ENTRA, SAI E ONDE SÃO        INVESTIDAS)
PARTICIPAÇÃO DOS ALUNOS NAS DECISÕES DA ESCOLA.

PARTIDO PAZ E AMOR

IGOR
WISLAYNE
KELLY
PAULO EDUARDO
BRUNA CAMPOS

PROBLEMAS SOCIAIS:
TRÂNSITO
SEGURANÇA PÚBLICA
EDUCAÇÃO
SAÚDE
POLUIÇÃO

PARTIDO REVOLUCIONÁRIO UTÓPICO

THIAGO NUNES
LORRAINE DOS SANTOS
DAVID ALLAN
ANA PAULA

PROBLEMAS SOCIAIS:
LIXO NA BEIRA DO RIO PARAÍBA
POLUIÇÃO VISUAL (LIXO ELEITORAL)
MONOPÓLIO SÃO MIGUEL (TRANSPORTE)
FALTA DE PROFESSORES
FALTA DE FACULDADES

PARTIDO NINGUEM ESTUDA GANHANDO ORDEM – PARTIDO NEGO

ALICE
ANNA PAULA
CAMILA
SAMANTHA

PROBLEMAS SOCIAIS: 
 COTAS
PRECONCEITO CONTRA ESTUDANTES
SEPRAÇÃO DE CLASSE SOCIAL

RESTRIÇÃO DE DIREITOS 

COMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO A VOZ DOS ESTUDANTES

Desenvolvimento:

1º etapa:
Definição do nome do partido e os seus integrantes
Definição dos 05 problemas sociais relacionados a ausência da democracia no munícipio ou na escola.

2º etapa:
Definição das 05 soluções dos problemas elencados.
Transformar as 05 soluções em Projetos de Lei
Elaboração dePropaganda eleitoral (vídeo)   

Ex de Projeto de Lei:
Título (a critério do partido);
Objetivo (Serve para quê ou para quem?)
Proposta (Ideia de solução propriamente dita)
Descrição (O que deve ser feito para a lei ser cumprida)
Autores

3º etapa:
Apresentação dos partidos (ideias de mudança/projetos de lei) – 10 minutos
Marketing(propaganda eleitoral) – 1 minuto
Simulação de eleição (Fazer cédulas)

4º etapa:

Encaminhamento dos Projetos de Lei mais votados nas Audiências Públicas na Camara de Resende